Bolsas europeias ficam próximas da estabilidade antes de decisão do Fed
Investidores acompanham o comunicado do FOMC, novas projeções econômicas e detalhes de acordo provisório entre EUA e Irã
Por Sergio Caldas
São Paulo, 17/06/2026 - As bolsas da Europa operam sem direção definida na manhã desta quarta-feira, em meio à expectativa pela decisão de juros do Federal Reserve (Fed), a primeira sob a presidência de Kevin Warsh, e pela divulgação de mais informações sobre um acordo provisório entre os Estados Unidos e o Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.
Por volta das 6h40, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 subia 0,25%, aos 637,58 pontos.
A expectativa é de que o Fed mantenha a taxa básica de juros inalterada, entre 3,5% e 3,75%. Com isso, o foco dos mercados se concentra no comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) e no Sumário Trimestral de Projeções Econômicas, conhecido como “dot plot”.
No ano passado, Warsh defendeu cortes de juros e foi escolhido para implementá-los. Desde então, porém, vários dirigentes do Fed passaram a indicar a necessidade de aumentos. Indicadores recentes dos Estados Unidos apontam retomada do mercado de trabalho e aceleração da inflação.
No cenário geopolítico, os investidores também aguardam a confirmação dos planos para que EUA e Irã assinem, na sexta-feira (19), um memorando de entendimento para reabrir o Estreito de Ormuz. Pela passagem circula cerca de 20% do petróleo e do gás natural do mundo. Os termos do acordo, no entanto, ainda não foram divulgados integralmente.
Na agenda macroeconômica, a taxa anual de inflação ao consumidor (IPC) do Reino Unido chegou a 2,8% em maio, na comparação com abril, abaixo da previsão dos analistas, que esperavam alta para 3%. Na zona do euro, foi confirmado nesta quarta-feira que o IPC anual acelerou para 3,2% em maio.
Às 6h55, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres recuava 0,09%, enquanto Paris avançava 0,19% e Frankfurt caía 0,05%. Milão registou alta de 0,10%, Madri subia 0,44% e Lisboa cedia 0,03%.
Entre as ações, a BMW tombava quase 7% em Frankfurt, após a montada alemã de carros de luxo reduzir sua projeção de lucro anual. A empresa citou as fraquezas do mercado chinês e os impactos da guerra no Oriente Médio.