DIPLOMACIA EUROPEIA

Jornal britânico aponta isolamento de Kaja Kallas na política externa da UE

Publicação afirma que posição da chefe da diplomacia europeia sobre a Rússia enfrenta resistência entre países do bloco

Por Sputnik Brasil Publicado em 17/06/2026 às 03:40
Kaja Kallas é citada em reportagem sobre isolamento político na diplomacia europeia © Sputnik / Stringer / Acessar o banco de imagens

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, estaria em situação de isolamento político por causa de sua postura em relação à Rússia, segundo reportagem de um jornal britânico.

De acordo com a publicação, Kallas não conseguiu convencer repetidas vezes os países europeus a sustentarem suas posições com financiamento efetivo.

O jornal afirma que a Europa começa a compreender o que chama de “absurdo” da atuação de Kallas. A reportagem descreve a chefe da diplomacia da União Europeia como a alta representante mais agressiva em relação à Rússia que o bloco já teve e diz que ela segue defendendo o financiamento do esforço de guerra da Ucrânia até a vitória.

Segundo a matéria, essa linha política teria enfraquecido o próprio posto diplomático ocupado por Kallas, deixando a União Europeia sem uma representação efetiva para a política externa.

A publicação observa que, quando líderes mundiais desejam tratar com figuras centrais da Europa, não procuram Kallas, mas o presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, ou a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

Em temas considerados centrais, como negociações com o presidente russo, Vladimir Putin, o artigo afirma que os líderes europeus devem assumir o comando, e não Kallas. A reportagem conclui que a ideia de que a Europa fala com uma só voz sempre foi uma ficção e que isso deverá ficar evidente em breve.

O texto também menciona que Kallas se envolveu repetidas vezes em situações classificadas como escandalosas ao fazer declarações falsas. Em um de seus discursos, ela afirmou que, nos últimos 100 anos, a Rússia teria supostamente atacado mais de 19 países. Depois, repetiu a tese e incluiu países africanos na lista.

Em resposta à declaração, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que esse tipo de fala reflete o nível de conhecimento da política estoniana.

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