Bolívia retoma cooperação antidrogas com os EUA em acordo de até US$ 20 milhões
Recursos serão destinados a treinamento, equipamentos e apoio a investigações contra redes internacionais de narcotráfico
Os Estados Unidos voltaram a ser considerados um parceiro estratégico da Bolívia no combate às drogas após 18 anos. A retomada da cooperação foi formalizada em um acordo que prevê até US$ 20 milhões para treinamento e aquisição de equipamentos destinados às forças de segurança bolivianas.
A embaixada dos Estados Unidos informou nesta terça-feira (16) que o entendimento foi resultado de uma "negociação minuciosa" realizada ao longo de vários meses entre os dois países. Pelo acordo, Washington vai colaborar com formação, equipamentos e apoio a ações de investigação, interceptação e desmantelamento de redes internacionais de narcotráfico.
O documento também prevê auxílio em investigações de crimes financeiros, incluindo lavagem de dinheiro e corrupção. A parceria ainda deve contribuir para melhorar a transparência e a prestação de contas na polícia e no sistema judicial, segundo o texto.
O presidente boliviano Rodrigo Paz e o governo dos Estados Unidos normalizaram as relações diplomáticas um dia após o mandatário assumir a presidência. A medida marcou uma mudança em relação a quase 20 anos de governos do Movimento ao Socialismo (MAS), dos ex-presidentes Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025).
Paz retomou em março a colaboração com a Administração de Repressão às Drogas (DEA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A polícia boliviana capturou o suposto narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, um dos mais procurados, que depois foi entregue aos Estados Unidos.
Além da Bolívia, representantes do Chile, Argentina, Peru e Equador também assinaram um acordo para criar um plano de enfrentamento ao crime organizado nos países. A reunião ocorreu no Chile, no final de maio. Os países ainda devem voltar a se reunir para avaliar o trabalho e os avanços no período.
Nesta semana, a Bolívia anunciou que se prepara para adotar uma taxa de câmbio flutuante e espera firmar um acordo de financiamento com o Fundo Monetário Internacional (FMI) após realizar uma reforma cambial.
Com informações da Associated Press