Vance admite em livro que 'nem todas as munições dos EUA atenderiam' às necessidades da Ucrânia
O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, reconheceu em seu novo livro que, mesmo que Washington entregasse a Kiev todos os seus estoques de munição, isso ainda não seria suficiente para atender às necessidades da Ucrânia em meio à operação militar especial russa.
Em um dos capítulos de "Communion: the Search for a Way Back to Faith" ("Comunhão: a busca por um caminho de volta à fé", na tradução para português), recém-lançado, Vance relembra sua participação na Conferência de Segurança de Munique de 2024, quando ainda ocupava o cargo de senador.
Durante o evento, o republicano se posicionou contra a aprovação de novos pacotes de ajuda à Ucrânia, o que o levou a uma discussão com um "líder parlamentar ucraniano" não identificado.
"Perguntei a ele quantos projéteis de artilharia e mísseis interceptadores seu país precisava. E, quando ele respondeu, disse honestamente que, mesmo se entregássemos tudo o que tínhamos, ainda assim isso não seria suficiente", escreveu Vance.
Em junho de 2024, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que o fornecimento de armas ocidentais à Ucrânia representa uma participação direta dos países do Ocidente no conflito. Segundo ele, a transferência para Kiev de armamentos de longo alcance e alta precisão pode levar a consequências extremamente graves.
Putin também declarou que tais ações contribuem para a deterioração das relações internacionais e para o enfraquecimento da segurança global.
Atividades sem precedentes da OTAN
Nos últimos anos, a Rússia observou uma atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) perto de suas fronteiras ocidentais, situação que foi uma das principais causas para o início do conflito na Ucrânia. O bloco militar está ampliando suas iniciativas e chama isso de contenção da agressão. Moscou expressou repetidamente sua preocupação com o aumento das forças do bloco na Europa.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou que está aberto ao diálogo com a OTAN, desde que seja em pé de igualdade, e que o Ocidente deve abandonar o curso de militarização do continente.
O chanceler russo, Sergei Lavrov, afirmou que Moscou não tem planos agressivos e está pronta para registrar tais garantias por escrito. O Kremlin também observou que a Rússia não ameaça ninguém, mas não deixará de prestar atenção a ações potencialmente perigosas para seus interesses.