Debate avalia impactos da política antidrogas dos EUA sobre o Brasil
Especialistas discutem a possibilidade de organizações criminosas brasileiras serem classificadas como grupos terroristas pelos Estados Unidos
Há 55 anos, o presidente norte-americano Richard Nixon declarava a chamada “guerra às drogas”, estratégia que ampliou o combate ao narcotráfico e ao crime organizado e marcou a política interna e externa dos Estados Unidos.
Ao longo das décadas, a iniciativa passou a ser debatida por seus efeitos, pela efetividade, pelos custos sociais e pelos impactos sobre comunidades vulneráveis.
A discussão ganha novos contornos diante da possibilidade de os Estados Unidos classificarem organizações criminosas brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como grupos terroristas.
Entre os pontos abordados estão o alcance jurídico e político dessa medida, os possíveis efeitos nas relações entre Brasil e Estados Unidos e os desafios que a estratégia pode representar para a segurança pública e a soberania dos estados brasileiros.
Para tratar do tema, Melina Saad e Marcelo Castilho recebem Carlos Frederico Cinelli, professor visitante de direito internacional da Escola Superior de Defesa e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) e porta-voz da intervenção federal no Rio de Janeiro em 2018; e Thiago Rodrigues, professor de relações internacionais do Instituto de Estudos Estratégicos (Inest), da Universidade Federal Fluminense (UFF).
O conteúdo está disponível na Rádio Metropolitana do Rio de Janeiro, 80.5 FM.