Lula discute com líderes europeus restrições a produtos brasileiros
Encontro com Ursula von der Leyen e António Costa definiu mecanismo bilateral para tratar de produtos de origem animal e siderúrgicos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta terça-feira, 16, com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa. No encontro, Lula discutiu formas de reverter restrições recentes adotadas pela União Europeia contra produtos brasileiros.
Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), os dirigentes trataram de temas da agenda bilateral, especialmente das medidas aplicadas pela parte europeia a produtos do Brasil.
“Trataram de temas da agenda bilateral, em particular das medidas de restrição a produtos brasileiros adotadas recentemente pela parte europeia. Definiram um mecanismo bilateral entre o Itamaraty e funcionários da Comissão, com vistas a identificar as dificuldades, tanto na área de produtos de origem animal quanto nos produtos siderúrgicos”, informou a Secom.
A estratégia de Lula de se reunir com Costa e von der Leyen havia sido antecipada pelo Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
De acordo com fontes ouvidas pelo Broadcast Agro, um diálogo de “alto nível” poderia permitir a reversão da retirada do Brasil da lista de fornecedores de proteínas animais.
O governo busca reverter a medida antes de 3 de setembro, data prevista para a entrada em vigor da nova lista. A União Europeia pede que o Brasil apresente garantias adicionais sobre o cumprimento do regulamento de uso de antimicrobianos nas criações.
A Secom informou ainda que os presidentes se comprometeram a buscar soluções que atendam às expectativas europeias.
“Comprometeram-se a buscar soluções que contemplem as preocupações europeias, seja de ordem sanitária, fitossanitária e de proteção da sua indústria de aço, bem como os legítimos interesses exportadores do Brasil, consubstanciados no acordo Mercosul-União Europeia”, diz o comunicado.