Mulher morre ao cair em gruta durante preparação para rapel no Rio
Rosemary Suzart Garcia, de 59 anos, sofreu a queda na Gruta do Spar, em Maricá; Polícia Civil investiga o caso
Uma mulher de 59 anos, identificada como Rosemary Suzart Garcia, morreu neste domingo, 14, após cair de uma gruta em Maricá, no Rio de Janeiro. Ela fazia uma trilha íngreme enquanto se preparava para descer de rapel.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada por volta das 10h44. A ocorrência foi classificada como salvamento de pessoa após queda em encosta ou montanha. O acidente aconteceu na área conhecida como Gruta do Spar.
A Polícia Civil informou que apura as circunstâncias do caso e que realizou perícia no local. A ocorrência foi registrada na 82ª DP, em Maricá.
Em nota, a Prefeitura de Maricá afirmou que a área é privada e fica dentro dos limites do Refúgio de Vida Silvestre Municipal de Maricá (REVIS).
“Por se tratar de propriedade particular, a Prefeitura não é responsável pela autorização, fiscalização ou interdição de atividades de rapel realizadas no local. As circunstâncias do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes”, informou a prefeitura.
Outro acidente envolvendo esporte radical
Também no fim de semana, uma jovem de 21 anos morreu após cair de uma ponte no interior de São Paulo durante a prática de rope jump. No acidente ocorrido em Limeira, Maria Eduarda foi lançada pelos profissionais que realizavam a atividade no local sem as cordas de proteção.
A Ponte do Esqueleto fica em um ramal ferroviário da antiga Rede Ferroviária Federal que nunca foi ativado, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, na região central do Estado. O local é usado há mais de uma década para esportes radicais.
Depois da tragédia, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) iniciou preparativos que podem levar à demolição da estrutura. O órgão, vinculado ao Ministério de Gestão e Inovação, realizou reunião com equipes de São Paulo e Brasília, além de setores técnicos da pasta, na manhã desta terça-feira, 16, para discutir o desmonte da ponte.
Como a implosão pode exigir licitação e licenças ambientais, as primeiras medidas serão voltadas ao bloqueio total dos acessos à ponte, com estruturas sólidas e mais difíceis de serem removidas.