ARQUEOLOGIA

Escavações na Irlanda podem revelar grande centro comercial viking

Sítio no sudeste do país reúne milhares de artefatos e pode ser o maior assentamento viking já descoberto em território irlandês

Por Sputnik Brasil Publicado em 16/06/2026 às 12:53
Escavação em sítio da Era Viking no sudeste da Irlanda © Foto / Museu Arqueológico da Universidade de Stavanger/Patrimônio de Abarta.

Arqueólogos investigam, em um sítio da Era Viking no sudeste da Irlanda, os vestígios do que pode ser o maior centro comercial viking já encontrado no país, segundo a revista Archaeology News.

As escavações atuais estão concentradas em uma construção de grandes dimensões. De acordo com os pesquisadores, a estrutura pode ter sido uma maloca ou um grande salão.

A publicação informa que o assentamento teria sido fundado há mais de mil anos por vikings nórdicos de Rogaland, no sudoeste da Noruega. Caso o trabalho em andamento confirme o tamanho e a função do local, Woodstown poderá ser reconhecido como o maior assentamento viking já descoberto na Irlanda.

O sítio foi identificado pela primeira vez durante obras rodoviárias no início dos anos 2000. Investigações posteriores revelaram um assentamento denso, com centenas de características registradas, entre elas furos para postes, lareiras e vestígios de oficinas.

Diferentemente de muitos assentamentos semelhantes, que se transformaram em centros urbanos duradouros, o local foi abandonado cedo. Com isso, suas camadas da Era Viking permaneceram notavelmente preservadas, oferecendo uma visão rara da vida colonial cotidiana.

Milhares de artefatos foram recuperados no local, incluindo lingotes de prata, pesos de chumbo, pregos para navios, armas e moedas estrangeiras. Também foram encontrados detritos de metalurgia, elementos que apontam para um centro comercial e industrial ativo.

Objetos de estilo norueguês e pedras não locais indicam ligações externas pelo mar do Norte. A fase inicial da ocupação vai do século IX ao X, período em que grupos escandinavos passavam da invasão para a colonização permanente.

Segundo a Archaeology News, esse padrão é reforçado por bens funerários e sistemas de medição especializados exclusivos do local.

De modo geral, as evidências colocam o assentamento como um importante ponto de ligação em uma ampla rede marítima, voltada ao comércio, ao artesanato e ao intercâmbio cultural entre a Escandinávia e a região irlandesa durante o período viking.

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