DEFESA

Míssil KD-88 amplia capacidade de ataque ao solo do caça chinês J-16

Segundo revista estadunidense, arma lançada por ar pode atingir alvos a mais de 200 quilômetros sem expor a aeronave a defesas inimigas

Por Sputnik Brasil Publicado em 16/06/2026 às 11:46
Caça J-16 chinês é associado ao uso do míssil KD-88 em missões de ataque ao solo © AP Photo / Ministério da Defesa de Taiwan

A integração do míssil de ataque de precisão lançado por ar KD-88 ao caça J-16 da China reforça o perfil multifuncional da aeronave e sua capacidade em operações ar-solo, segundo uma revista estadunidense.

De acordo com a publicação, o KD-88 é derivado do míssil antinavio YJ-83. A arma mantém a estrutura e o motor turbojato do modelo original, mas substitui o buscador de radar ativo por um sistema de orientação eletro-ótica voltado ao engajamento de alvos terrestres estacionários e semimóveis.

“Com um alcance operacional superior a 200 quilômetros, o KD-88 pode ser utilizado para atacar alvos sem a necessidade de penetrar em espaços aéreos fortemente defendidos, reduzindo a exposição a caças inimigos e mísseis terra-ar”, ressalta a matéria.

Embora o J-16 já seja conhecido por sua atuação em superioridade aérea, a publicação afirma que o uso do KD-88 amplia sua função como plataforma de ataque ao solo. Planejadores de missão podem programar rotas com vários pontos de passagem, permitindo que o míssil se aproxime por ângulos inesperados e utilize o terreno como forma de mascaramento contra defesas inimigas.

O sistema de orientação em múltiplos estágios do KD-88 combina navegação inercial assistida por satélite com um buscador eletro-óptico de infravermelho ou de imagem terminal, além de direcionamento por link de dados em tempo real. Segundo a reportagem, essa configuração permite precisão contra alvos endurecidos, inclusive em condições adversas.

A China também teria aperfeiçoado a arma com o buscador de infravermelho do KD-88A, garantindo capacidade operacional ininterrupta. O J-16, por sua vez, conta com grande carga útil, radar de grande porte, revestimentos furtivos e alta manobrabilidade, com apoio de guerra eletrônica do J-16D.

Com a produção em massa, a combinação entre J-16 e KD-88 é descrita pela reportagem como uma base relevante e econômica para as Forças Armadas chinesas, complementando os caças furtivos de quinta geração do país.

A publicação conclui que essa capacidade contribui para a manutenção do poder aéreo chinês em eventuais contingências no Nordeste Asiático, do estreito de Taiwan para além.

Anteriormente, o jornal South China Morning Post informou que o Exército chinês testa um novo canhão naval de 155 mm, capaz de disparar munições guiadas e de longo alcance. Segundo o texto, o equipamento pode reforçar significativamente as capacidades de guerra anfíbia da China.

Por Sputinik Brasil