CLIMA

El Niño pode ter força histórica, alerta serviço meteorológico da Austrália

Fenômeno se formou no Pacífico tropical e pode se intensificar no segundo semestre de 2026, segundo comunicado

Por Agência Brasil Publicado em 16/06/2026 às 09:11
El Niño pode se intensificar no Pacífico tropical no segundo semestre de 2026

O Serviço Meteorológico da Austrália alertou, nesta terça-feira (16), que um fenômeno climático El Niño se formou no Pacífico tropical e pode ganhar intensidade no segundo semestre de 2026. A previsão indica que o evento pode se tornar um dos mais fortes das últimas sete décadas.

Meteorologistas esperam que um El Niño mais intenso provoque chuvas excessivas em partes das Américas e condições de calor e seca na Ásia. Na região asiática, o plantio já está sendo prejudicado, o que gera preocupações sobre o abastecimento de alimentos na área mais populosa do mundo.

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Segundo o Serviço de Meteorologia, as temperaturas da superfície do mar na região ultrapassaram os limites do El Niño e todos os indicadores atmosféricos apontam para o fenômeno.

“As previsões apontam para um El Niño forte a muito forte, com base na extensão do aquecimento no Pacífico tropical central”, informou o comunicado.

O órgão acrescentou que cerca de metade dos modelos indica que o evento poderá atingir picos entre os mais altos observados desde 1950.

Cientistas afirmaram que as mudanças climáticas intensificarão os efeitos do El Niño deste ano.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento periódico das temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental. De acordo com o departamento, o fenômeno está associado a menos chuvas no inverno e na primavera, especialmente na costa leste da Austrália, além de temperaturas diurnas mais altas no sul do país.

O fenômeno climático é particularmente prejudicial para a Austrália porque afeta a produção agrícola do país, um dos maiores exportadores mundiais de trigo, açúcar e carne bovina.

O último El Niño registrado na Austrália, entre 2023 e 2024, provocou o período de três meses mais seco já registrado.

Um dos eventos mais intensos desse tipo ocorreu entre 2015 e 2016, quando houve seca generalizada e redução na produção de grãos e oleaginosas.