Rio anuncia obras de contenção após deslizamento na Rocinha
Medidas emergenciais incluem canaletas e ecoponto da Comlurb; forte chuva provocou estragos e interditou a Estrada da Gávea
A prefeitura do Rio vai realizar obras emergenciais de contenção na Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, para evitar novos deslizamentos de terra. Entre as intervenções previstas estão a instalação de canaletas e de um ecoponto da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb), com caixa compactadora para o descarte de lixo.
A informação foi divulgada pelo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, que esteve na noite de segunda-feira (15) na Rua 1, na parte alta da comunidade. No local, por causa das fortes chuvas, um desmoronamento de terra provocou o fechamento da Estrada da Gávea, um dos principais acessos à Rocinha.
Segundo Cavaliere, equipes da Secretaria de Conservação e da Comlurb atuam na liberação do trecho atingido.
Vídeos gravados por moradores mostram a dimensão dos estragos. As imagens registram o momento em que os destroços chegaram à Rua 1 e invadiram uma igreja evangélica.
Algumas motocicletas que estavam estacionadas foram soterradas. Carros, motos e marquises de lojas também foram arrastados pela força da água e da terra.
“A partir do laudo que vai ser elaborado pela defesa civil municipal em conjunto com o Instituto de Geotécnica do Rio (Geo-Rio), vamos entrar com as obras emergenciais e construção de canaletas para evitar novos deslizamentos”, explicou o prefeito.
Em nota, a Águas do Rio informou que equipes operacionais estão mobilizadas na Rua 1, na Rocinha, e trabalham em conjunto com a prefeitura na remoção dos escombros e no atendimento à ocorrência registrada na noite de segunda-feira (15).
As causas do desmoronamento ainda estão sendo avaliadas. De acordo com a concessionária, não houve rompimento de adutora ou de redes de abastecimento de água.
A Águas do Rio informou ainda que foi identificada apenas uma tubulação de esgoto de pequeno porte danificada no local do deslizamento. Na Rocinha, o acumulado de chuva chegou a 64,6 milímetros em quatro horas. Apesar dos estragos, ninguém ficou ferido.