Zema diz que direita estará unida no segundo turno
Pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo falou à Sputnik Brasil sobre alianças, segurança pública, energia, burocracia e mineração
Em entrevista à Sputnik Brasil, o pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Zema, afirmou que a direita estará unida no segundo turno e minimizou a possibilidade de racha na oposição.
Questionado sobre possíveis atritos de bastidores com alas do bolsonarismo após declarações recentes envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Zema disse não ver risco de divisão. “A direita estará toda unida no segundo turno. Se eu discordo do Flávio em alguma coisa, eu discordo do Lula muito mais”, afirmou.
Na entrevista, o pré-candidato defendeu o enquadramento de facções como grupos terroristas, propôs “imposto zero” sobre energia para tecnologia e detalhou um plano para extinguir burocracias.
Defensor de um Estado enxuto, Zema citou resultados obtidos em Minas Gerais como referência para o que pretende replicar em nível federal. Segundo ele, o arcabouço legal brasileiro atual desestimula a inovação e o empreendedorismo, em sentido contrário à simplificação.
Zema também afirmou que a eficiência dos serviços públicos está diretamente ligada à transferência de ativos não essenciais para o mercado. Para ele, prefeitos, governadores e o presidente têm obrigações complexas demais para acumular a gestão de companhias estatais.
Ao tratar da transição energética, Zema apontou o Brasil como um player global com condições favoráveis para liderar esse processo, em razão do baixo custo de geração solar, eólica, biomassa e biocombustíveis. Ele também mencionou uma contradição no preço final pago pelo consumidor, atribuída ao peso dos tributos.
O pré-candidato reforçou ainda a necessidade de mudar a matriz de exportação mineral brasileira. Ele defendeu a verticalização da produção para evitar a evasão de valor bruto e citou como exemplos o processamento do nióbio em Araxá, no Triângulo Mineiro, e o caminho trilhado para a produção de baterias de lítio em Minas Gerais.
Por Sputnik Brasil