SANÇÕES INTERNACIONAIS

União Europeia amplia restrições contra indivíduos e entidades ligados à Rússia

Novo pacote mira 34 pessoas e 47 organizações, incluindo fabricantes de drones, empresas do setor militar e grupos ligados ao petróleo

Por Estadao Conteudo Publicado em 15/06/2026 às 20:04
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O Conselho da União Europeia adotou nesta segunda-feira, 15, um novo conjunto de medidas restritivas contra a Rússia. Segundo comunicado da instituição, a iniciativa integra a campanha para pressionar o país a encerrar suas agressões contra a Ucrânia e o “desrespeito sistemático ao direito internacional, incluindo os direitos humanos”.

Ao todo, o pacote adicional tem como alvo 34 indivíduos e 47 entidades, conforme informou o Conselho, órgão responsável por definir as orientações e prioridades políticas gerais da União Europeia.

Entre os atingidos estão fabricantes e fornecedores de drones e de outros equipamentos militares destinados às forças armadas russas. A lista inclui a JSC “Lavochkin Research and Production Association”, fundada pela corporação estatal russa para atividades espaciais “Roscosmos”, além da LLC Rustakt, da LLC ASFPV, da LLC IONOS e das empresas chinesas Shenzhen Minghuaxin e Xinxiang Richful Lubricant Additive Company, uma das maiores fabricantes e distribuidoras de aditivos para lubrificantes com sede na China.

Também foram incluídas nas medidas a ERA Military Innovation Technopolis e a Fundação para Estudos Avançados, ambas criadas pelo governo russo para desenvolver sistemas não tripulados avançados com finalidade militar.

As sanções abrangem ainda dois indivíduos, Tahir Garayev e Konstantin Rogach, além de 24 entidades relacionadas ao transporte e à exportação de petróleo bruto ou derivados de petróleo da Rússia. Segundo o Conselho, essas operações incluem o uso da frota paralela russa, descrita como um instrumento criado para contornar as sanções da União Europeia e que representa ameaça à segurança marítima e ao meio ambiente.

A Lukoil-Sibéria Ocidental e diversas empresas sediadas na Rússia, Libéria, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Azerbaijão e Hong Kong também aparecem na lista de alvos das novas medidas.