NEGOCIAÇÃO NUCLEAR

Vance diz que acordo com Irã dará aos EUA poder de fiscalização nuclear

Vice-presidente afirmou que o texto ainda depende de definições e deve incluir verificação em duas etapas

Por Estadao Conteudo Publicado em 15/06/2026 às 10:27
AP Photo/Jacquelyn Martin

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou nesta segunda-feira que o acordo em negociação entre Washington e Teerã dará aos americanos poder de fiscalização sobre o programa nuclear iraniano. Segundo ele, o entendimento também prevê um mecanismo de verificação em duas etapas, embora ainda haja pontos pendentes nas tratativas.

Em entrevista à CNBC, Vance avaliou que o acordo representa um avanço relevante para o acompanhamento das atividades nucleares do Irã. "O acordo dá aos EUA poder de fiscalização sobre o programa nuclear iraniano", declarou.

De acordo com o vice-presidente, a versão final do texto ainda depende de novas definições. Ele afirmou que será necessário observar "até onde Teerã estará disposta a fazer concessões".

Vance informou que o governo espera divulgar o texto do acordo ainda nesta semana. Ele também disse que a cerimônia de assinatura prevista para sexta-feira deverá reunir representantes de "todo o espectro" do poder iraniano, incluindo integrantes do governo, das Forças Armadas e da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês).

O vice-presidente também afirmou que já há sinais de normalização no Estreito de Ormuz após o anúncio do entendimento entre Estados Unidos e Irã. Segundo ele, o tráfego marítimo na região está aumentando, e a expectativa de Washington é que a rota permaneça aberta de forma duradoura. "Esperamos que o Estreito de Ormuz permaneça aberto e sem cobrança de pedágio no longo prazo", disse.

Ao comentar a reação de Israel ao acordo, Vance afirmou que há setores do país favoráveis ao entendimento. Ele destacou ainda que o aliado americano seguirá participando das discussões sobre a reorganização geopolítica da região. "Certamente Israel terá um lugar à mesa no novo Oriente Médio", declarou.