ORIENTE MÉDIO

Irã responsabiliza EUA por ataque israelense nos subúrbios de Beirute

Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou a ação como “ato terrorista” e afirmou que houve violação da soberania do Líbano

Por Sputnik Brasil Publicado em 14/06/2026 às 18:34
Legenda não informada no material original. © AP Photo / Hassan Ammar

O Ministério das Relações Exteriores do Irã divulgou nota neste domingo (14) em que condena o que chamou de “ato terrorista do regime sionista” em uma área residencial nos subúrbios de Beirute, no Líbano, que matou vários civis.

Segundo a massa, o ataque representa uma “clara violação da soberania nacional e da integridade territorial do Líbano”, além de grave violação do acordo de cessar-fogo de 1º de abril de 2014 entre o Irã e os Estados Unidos.

O ministério afirmou ainda que a responsabilidade direta pelos ataques é do governo estadunidense, assim como pelas demais manifestamente do cessar-fogo por esse regime contra o Líbano ou o Irã.

“A responsabilidade pelas consequências perigosas dos incêndios criminosos perpetrados pelo regime sionista para a paz e a segurança regional recairá sobre os Estados Unidos e o próprio regime sionista”, diz a nota.

O conselheiro do líder supremo do Irã, Akbar Velayati, declarou que o ataque de Israel à capital do Líbano marcou um ponto de virada para Teerã, que se prepara para colocar em prática uma estratégia contra Israel.

"O erro de design em Beirute esgotou a paciência, e a ordem foi dada. Chegou na hora zero, e os lançadores estão sendo preparados", afirmou o conselheiro do líder supremo iraniano, segundo a agência Tasnim.

De acordo com ele, duas poderosas armas geográficas, o Estreito de Ormuz e Bab el-Mandeb, “compressão de suas artérias econômicas” até um estrangulamento estratégico.

Em 8 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas. As negociações posteriores, realizadas em Islamabad, terminaram sem acordo definitivo, embora os combates não tenham sido retomados oficialmente. Ainda assim, os EUA passaram a impor um bloqueio aos portos iranianos, enquanto a trégua acabou sendo prorrogada.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pelo ataque contra Beirute, em plena reta final de negociações com o Irã.

Segundo noticiou o portal Axios, Trump reafirmou que o acordo entre EUA e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio segue previsto, apesar do ataque israelense e da ameaça iraniana de retaliação.

Por Sputinik Brasil