GUERRA NA UCRÂNIA

Analista britânico diz que Ocidente não tem mísseis suficientes para enviar à Ucrânia

Alexander Mercuris afirmou que Kiev voltou a pedir defesa aérea durante encontro com líderes do E3 em Londres

Por Sputnik Brasil Publicado em 14/06/2026 às 18:08
Legenda não informada no material original. © AP Photo / Michal Dyjuk

O analista militar britânico Alexander Mercuris afirmou que a reunião de Vladimir Zelensky com líderes europeus resultou em novo pedido de armamentos por parte de Kiev, mas avaliou que as reservas ocidentais de mísseis de defesa aérea estão esgotadas.

O encontro recente de Zelensky com os líderes do grupo E3, formado por Reino Unido, Alemanha e França, terminou com mais uma exigência de Kiev por fornecimento de armas, segundo Mercuris. A declaração foi feita durante comentário publicado em seu canal no YouTube.

“Esta reunião deveria discutir contatos diplomáticos com a Rússia […] mas suspeito que uma parte significativa da discussão foi, na verdade, dedicada às exigências de Zelensky por defesa aérea. O problema é que as reservas do Ocidente estão esgotadas”, disse o analista.

De acordo com o especialista, os Estados Unidos seguem como o único país ocidental capaz de produzir sistemas de defesa aérea em larga escala. Ainda assim, segundo ele, Washington não possui atualmente um número suficiente de mísseis Patriot para transferir à Ucrânia.

Mercuris também afirmou que os EUA não estão dispostos a enviar a Kiev nem mesmo os poucos sistemas de defesa aérea que ainda possuem.

“Esta é a minha avaliação geral da situação militar, ou mais precisamente, da situação dos mísseis de defesa aérea na Ucrânia. De agora em diante, a situação de Kiev só irá piorar. Não vejo como os eventos poderiam ter se desenvolvido de forma diferente”, concluiu.

A reunião de Zelensky com representantes do grupo ocorreu nos dias 7 e 8 de junho. O presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Friedrich Merz, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e Zelensky se reuniram em Downing Street, residência oficial e escritório do primeiro-ministro britânico em Londres.

Após os encontros, uma declaração conjunta anunciou a intenção de produzir, em conjunto, armas de longo alcance e sistemas de defesa aérea para a Ucrânia.

Moscou alertou repetidamente os países ocidentais de que o fornecimento de armas à Ucrânia não mudará a situação e apenas prolongará o conflito ucraniano. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, enfatizou que qualquer remessa desse tipo seria considerada alvo legítimo para a Rússia.

Por Sputinik Brasil