Apuração apertada amplia incerteza política no Peru
Especialistas apontam crise prolongada e sinais evidentes de declínio democrático enquanto a contagem dos votos segue em andamento
O segundo turno das eleições presidenciais no Peru ainda não tem resultado definido, cenário que aprofunda a instabilidade política no país, segundo avaliação de especialistas ouvidos pela mídia local.
O analista e advogado Juan de la Puente afirmou que a crise política peruana teve seu momento mais complexo a partir de 2016 e já se estende por uma década.
“Esta é uma crise que, em seu estágio mais complexo, surgiu em 2016. Agora estamos em 2026; já são dez anos dessa crise. Provavelmente teremos mais dez ou 12 anos [nessa situação]”, declarou.
De la Puente também avaliou que os sinais de enfraquecimento democrático se tornaram mais claros. “Os sinais de declínio democrático perderam o elemento de dissimulação. Em outras palavras, tornaram-se evidentes”, disse, ao se referir aos problemas existentes desde a presidência de Dina Boluarte.
À mesma emissora, o especialista Juan Carlos Ubilluz afirmou que há um forte dilema entre a população, relacionado ao passado político do país.
Enquanto isso, continua a digitalização dos registros eleitorais. De acordo com o Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE, na sigla em espanhol), a apuração ainda não chegou a 100%.
No momento, Keiko Fujimori, do partido Fuerza Popular, aparece à frente na contagem. A diferença em relação a Roberto Sánchez, candidato do Juntos por el Perú, é inferior a 1%.
O segundo turno das eleições presidenciais foi realizado no Peru em 7 de junho, e a contagem dos votos segue em andamento.
Por Sputinik Brasil