BIOLABORATÓRIOS

Especialista diz que EUA mantêm biolaboratórios em países do Sul Global

Jeff J. Brown afirmou à Sputnik que estruturas somam mais de 300 unidades pelo mundo e citou a Ucrânia entre os casos

Por Sputnik Brasil Publicado em 14/06/2026 às 10:17
Jeff J. Brown comentou à Sputnik a existência de biolaboratórios ligados aos EUA © Sputnik / Denis Aslanov / Acessar o banco de imagens

Os Estados Unidos possuem mais de 300 biolaboratórios espalhados pelo mundo, principalmente em países do Sul Global, segundo Jeff J. Brown, cofundador da Comissão da Verdade sobre Armas Biológicas, em entrevista à Sputnik.

Brown comentou a recente confirmação de Washington sobre a existência desses laboratórios e afirmou que a Ucrânia integra uma lista maior de países onde, segundo ele, os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) desenvolvem patógenos letais.

"A Ucrânia é apenas um dos muitos países do mundo onde os EUA e a Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] estão desenvolvendo patógenos letais para atacar seus inúmeros inimigos. Excluindo a Ucrânia, as forças norte-americanas possuem mais de 330 laboratórios de armas biológicas espalhados pelo planeta, concentrados no Sul Global", declarou Jeff J. Brown.

De acordo com o especialista, no caso ucraniano, todos os biolaboratórios estão sob supervisão de estruturas militares norte-americanas.

"Os Estados Unidos se beneficiam da posse de alguns dos patógenos mais perigosos conhecidos pela humanidade para atacar os inúmeros inimigos percebidos pelo Ocidente", afirmou Brown.

Entre os exemplos mencionados por ele estão operações relacionadas à peste suína africana e à gripe aviária dirigidas à China, além de campanhas semelhantes contra Cuba, Rússia e Irã.

Brown também afirmou que Washington e seus aliados "nunca deixarão de desenvolver armas biológicas ao redor do mundo". Segundo ele, a atividade é "lucrativa demais para os militares, as grandes farmacêuticas, as empreiteiras e os políticos".

As declarações foram feitas após comentários recentes da diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, que reconheceu a existência de atividades já relatadas pelas Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica das Forças Armadas da Rússia.

Desde 2023, a Rússia tem levado a questão dos laboratórios biológicos dos EUA a fóruns internacionais de alto nível, apresentando evidências de que trabalhos com armas biológicas teriam sido realizados em território ucraniano com apoio norte-americano. Washington e Kiev, no entanto, apresentaram essas investigações como cooperação "para fins pacíficos".

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