Estatais elevam contratos de patrocínio a R$ 1,6 bilhão em 2025
Levantamento aponta alta de 52,5%, com avanço puxado por Caixa, Petrobras, Banco do Brasil e BNDES
Empresas estatais ampliaram em R$ 540 milhões os contratos de patrocínio firmados para 2025, elevando a carteira a R$ 1,6 bilhão. A alta, de 52,5% já descontada a inflação, foi impulsionada principalmente por Caixa, Petrobras, Banco do Brasil e BNDES.
Durante o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as estatais registraram crescimento expressivo nos novos acordos de patrocínio. A Caixa Econômica Federal foi a principal responsável pelo avanço, com acréscimo de R$ 277,4 milhões em contratos.
O BNDES apresentou a maior alta proporcional, ao multiplicar por 15 o volume registrado em 2024. Segundo um jornal de grande circulação no país, os números reforçam uma tendência identificada no ano passado, quando os patrocínios voltaram a crescer na gestão Lula após terem sido reduzidos durante o governo de Jair Bolsonaro.
Entre as quatro estatais de maior faturamento, a Caixa liderou os contratos, com R$ 652,1 milhões. Em seguida aparecem Petrobras, com R$ 527,7 milhões; Banco do Brasil, com R$ 289,2 milhões; e BNDES, com R$ 99,3 milhões.
Questionado sobre o tema, o Planalto afirmou à mídia que as decisões sobre patrocínios são de responsabilidade das próprias empresas, que defenderam a ampliação dos investimentos.
Lula tem defendido publicamente maior apoio das estatais ao esporte, especialmente a atletas e modalidades com menor visibilidade. Em 2024, o presidente cobrou participação mais ampla das empresas públicas no financiamento do esporte olímpico e paralímpico, afirmando que o foco não deve se restringir a equipes já consagradas.
Os maiores contratos de 2025 acompanham essa orientação. A Caixa firmou R$ 160 milhões com o Comitê Paralímpico Brasileiro, R$ 90 milhões com a Confederação de Atletismo e R$ 80 milhões com a Confederação de Ginástica. Já o BNDES assinou contrato de R$ 60 milhões com a Confederação de Judô, valor que será pago ao longo de quatro anos.
O anúncio do patrocínio paralímpico teve a presença de Lula em uma cerimônia realizada em São Paulo.
Além do esporte, as estatais também ampliaram apoios culturais e regionais. A Caixa reforçou patrocínios a festas de São João após a chegada de Carlos Vieira ao comando do banco, indicado por parlamentares do centrão nordestino. Nesses casos, contratos acima de R$ 200 mil precisam passar por comitê consultivo e pela Secom.
Segundo a mídia, as empresas afirmam que os patrocínios seguem critérios técnicos e estratégicos. A Caixa informou que a alta decorre de contratos plurianuais registrados integralmente no ano da assinatura.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social afirma que retomou projetos após paralisação entre 2020 e 2022, com o objetivo de recuperar protagonismo no desenvolvimento social. A Petrobras declarou que ampliou patrocínios para fortalecer sua imagem e contribuir para o desenvolvimento econômico e social.
O Banco do Brasil informou que a expansão dos contratos integra sua estratégia de fortalecer a marca e ampliar a conexão com diferentes públicos. De acordo com a instituição, os investimentos seguem critérios mercadológicos e estão alinhados ao planejamento estratégico e às diretrizes de marketing e comunicação.
Por Sputinik Brasil