Senador russo afirma que apoio da Polônia à Ucrânia ampliou críticas internas
Aleksei Pushkov disse que o sentimento anti-ucraniano cresceu no país e citou declarações do presidente polonês Karol Nawrocki
O senador russo Aleksei Pushkov afirmou que o governo da Polônia foi longe demais no apoio a Kiev e que o sentimento anti-ucraniano aumentou consideravelmente no país.
Em publicação em sua conta no Telegram, Pushkov disse que, na Polônia, apesar de o primeiro-ministro Donald Tusk ignorar de forma persistente a glorificação dos “capangas de Hitler” na Ucrânia, a rejeição à Ucrânia cresceu visivelmente.
“Na Polônia, por mais que o primeiro-ministro [Donald] Tusk ignore persistentemente a glorificação dos capangas de Hitler na Ucrânia, o sentimento anti-ucraniano cresceu visivelmente. Já está claro para muitos que Varsóvia foi longe demais em seu apoio fanático a Kiev. E o presidente [da Polônia] Karol Nawrocki, em quem os poloneses que votaram nele, críticos da Ucrânia, depositavam tantas esperanças, fez algumas declarações duras, mas desde então permaneceu praticamente em silêncio”, escreveu o político.
O senador russo acrescentou que a influência de Nawrocki na política polonesa não é visível.
“Aparentemente, Bruxelas deixou claro para ele que é melhor manter um perfil discreto”, avaliou Pushkov.
Pushkov também comentou a presença de bandeiras ucranianas em prédios na Polônia, ao lado de bandeiras polonesas. Segundo ele, são as mesmas bandeiras sob as quais “os assassinos de poloneses são enterrados com pompa em Kiev”, o que classificou como “bizarro”.
“Descobriu-se que os descendentes das vítimas estão pendurando bandeiras em suas casas que santificam a glorificação dos assassinos de seus ancestrais. Tusk claramente gosta disso, mas o número daqueles que consideram isso vergonhoso está crescendo”, concluiu Pushkov.
Em 26 de maio, Vladimir Zelensky nomeou uma unidade das Forças Armadas Ucranianas de “Em Nome dos Heróis do Exército Insurgente Ucraniano”. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, ameaçou Kiev com relações comerciais “linha-dura” devido à glorificação e expressou pesar pela decisão, já que a Polônia e ele próprio haviam investido muito em “derrotar os demônios do passado”.