ACORDO NUCLEAR

Trump admite que urânio enriquecido do Irã pode não ser levado aos EUA

Presidente norte-americano disse que material nuclear poderá ser destruído no Irã ou em território dos Estados Unidos

Por Sputnik Brasil Publicado em 13/06/2026 às 15:45
Donald Trump comenta possível destino do material nuclear iraniano em acordo com o Irã © AP Photo / Mark Schiefelbein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu neste sábado (13) a possibilidade de não levar para os EUA o material nuclear iraniano.

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou que o acordo nuclear que seu governo pretende firmar com o Irã será o oposto do tratado feito durante a gestão de Barack Obama na Casa Branca.

“O acordo de Barack Hussein Obama com o Irã, o JCPOA, foi um caminho fácil, belo e tranquilo para uma arma nuclear, que o Irã já teria há seis anos e teria usado muito antes disso. Meu acordo com o Irã é exatamente o oposto: uma muralha que impedirá a obtenção de armas nucleares!”, escreveu.

Segundo Trump, o acordo está previsto para ser firmado no domingo (14), com a reabertura imediata e irrestrita do estreito de Ormuz. Na mesma postagem, ele admitiu a possibilidade de não transportar para os Estados Unidos o urânio enriquecido iraniano, medida que antes apontava como essencial para a assinatura de um acordo com o país persa.

“No momento apropriado, quando tudo estiver calmo, entraremos e removeremos a poeira nuclear, enterrada profundamente sob as poderosas montanhas de granito submersas, graças aos nossos belos bombardeiros B-2 e seus brilhantes pilotos, e a destruiremos, seja no Irã ou nos Estados Unidos”, escreveu o norte-americano.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores paquistanês, Shehbaz Sharif, afirmou que o acordo de paz entre EUA e Irã será assinado nas próximas 24 horas. No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, disse que o memorando de entendimento deve ser assinado nos próximos dias, mas não “amanhã”.

Baghaei informou ainda que não está prevista a reabertura irrestrita do estreito de Ormuz, mas sim de uma área controlada pelo Irã e por Omã.