Díaz-Canel anuncia pacote econômico após nova sanção dos EUA contra estatal de petróleo
Medidas preveem mudanças na gestão econômica, incentivo à produção, comércio exterior e apoio direcionado a pessoas vulneráveis
O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, anunciou na última sexta-feira, 12, em entrevista à imprensa do país, que o governo prepara novas medidas para dinamizar a economia em meio ao agravamento dos bloqueios impostos pelos Estados Unidos.
O pacote prevê ajustes no modelo de gestão econômica, com combinação de incentivos, maior autonomia para municípios e empresas estatais, além da redução do aparato burocrático.
As ações terão como prioridades a soberania alimentar, o estímulo à produção, a facilitação do comércio exterior e do investimento, inclusive de cubanos que vivem no exterior. Também estão previstos avanços em energias renováveis e mobilidade elétrica.
O governo cubano também planeja mudanças fiscais e monetárias para evitar o financiamento de ineficiências, além da substituição gradual de subsídios a produtos por apoio direcionado a pessoas vulneráveis.
O anúncio foi feito um dia depois de o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, ampliar as medidas contra a ilha. O órgão anunciou a inclusão da estatal cubana Unión Cuba-Petróleo (Cupec) na Lista de Nacionais Especialmente Designados.
"Enquanto o povo cubano sofre com a escassez de combustível e apagões devido a décadas de subinvestimento em infraestrutura essencial, os líderes comunistas de Cuba têm desviado recursos energéticos para encher seus próprios bolsos", disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na quinta-feira, 11, sem revelar provas.
Rubio afirmou ainda que o governo Trump continuará a atingir a capacidade de Cuba de utilizar o comércio de energia com o intuito de promover sua agenda corrupta e seu aparato de segurança repressivo.