ASTRONOMIA

Observações indicam possível resto de supernova próximo ao centro da Via Láctea

Dados dos observatórios Chandra e XMM-Newton apontam uma bolha de emissão de raios X perto de Sagitário A*

Por Sputnik Brasil Publicado em 13/06/2026 às 11:03
Dados de raios X indicam possível resto de supernova perto do centro da Via Láctea © Foto / ESO/NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA)/F. Vogt et al.

Astrônomos identificaram um possível remanescente de uma antiga explosão estelar a poucas dezenas de anos-luz de Sagitário A*, o buraco negro supermassivo localizado no centro da Via Láctea.

As evidências foram obtidas a partir de dados de raios X coletados pelo observatório Chandra, da NASA, e pelo satélite XMM-Newton, da ESA. O possível remanescente de supernova fica a aproximadamente 26 mil anos-luz da Terra, segundo informações citadas pela Sci.News.

De acordo com os astrônomos, os dados de raios X mostram uma “bolha” de emissão que pode ter origem nos restos de uma estrela massiva que se autodestruiu como uma supernova, dentro de uma nuvem maior de gás em expansão. O estudo foi publicado na revista Astrophysical Journal.

Os pesquisadores explicaram que a bolha de gás teve elétrons arrancados do hidrogênio, formando uma região HII ao redor de uma estrela jovem massiva. Essa bolha é uma fonte brilhante de emissão de rádio conhecida como Sagitário C.

Se a estrutura for confirmada como remanescente de supernova, ela estaria se expandindo a cerca de 3,2 milhões de quilômetros por hora e teria pelo menos aproximadamente 1,7 mil anos de idade.

Observações anteriores feitas pela missão SOFIA, da NASA, já haviam mostrado evidências de uma camada de gás em expansão ao redor de Sagitário C. Esse dado indicou aos astrônomos a possibilidade de que uma explosão estelar tivesse ocorrido no mesmo local.

Segundo a equipe de pesquisa, os longos filamentos vistos na imagem de rádio são provocados por partículas energéticas que se deslocam ao longo de campos magnéticos direcionados principalmente de forma perpendicular ao plano da Galáxia.

Os pesquisadores também analisaram os dados de raios X em busca de sinais de aumento nas quantidades de elementos-chave no remanescente, que poderiam ter sido espalhados pelo espaço pela explosão estelar. Como esse aumento não foi observado, uma possibilidade é que os detritos da estrela já tenham se misturado ao gás ao redor.

Outra explicação considerada para a bolha de raios X é que o gás quente tenha origem em um conjunto de estrelas massivas existente na região.

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