Marinha chinesa testa canhão naval de 155 mm, informa jornal
Sistema foi visto em navio experimental e pode reforçar capacidades de guerra anfíbia da China, segundo o South China Morning Post
O Exército chinês está testando um novo canhão naval de 155 mm, com capacidade para disparar munições guiadas e de longo alcance, segundo o jornal chinês South China Morning Post.
De acordo com a publicação, o equipamento pode ampliar de forma significativa as capacidades de guerra anfíbia da China.
A reportagem afirma que, em um cenário de guerra naval marcado por superioridade aérea, mísseis de precisão e drones autônomos, a Marinha chinesa estaria retomando o uso de sistemas de artilharia de grande porte. O texto aponta que um novo sistema naval capaz de disparar projéteis de 155 mm está em desenvolvimento e, se confirmado, seria o maior do tipo em operação atualmente no mundo.
Segundo o jornal, o novo canhão foi observado em testes de desempenho no mar a partir de um navio de guerra experimental, o que indicaria que o sistema está próximo de ser incorporado à Marinha da China.
A embarcação, chamada Wu Yunduo, seguiu para águas próximas a Dalian, no nordeste da China, no início de maio, e retornou cerca de duas semanas depois, conforme relatos em redes sociais chinesas citados pela reportagem.
A matéria destaca que testes de um canhão principal costumam incluir disparos reais para avaliar a estabilidade da plataforma, a precisão do controle de tiro e a confiabilidade do armamento durante disparos contínuos em diferentes condições.
Em fevereiro, o navio de 6 mil toneladas foi fotografado no Estaleiro Liaonan, em Dalian, na província de Liaoning, com o grande canhão instalado na proa. Imagens da embarcação e do equipamento foram compartilhadas on-line.
Conforme a publicação, os testes representam uma etapa relevante para validar a prontidão operacional do canhão antes de um possível serviço futuro na Marinha da China.
Anteriormente, uma revista estadunidense informou que o grupo de ataque do porta-aviões Liaoning amplia o alcance operacional da Marinha chinesa em águas distantes.
As operações envolvendo o porta-aviões Liaoning e sua força-tarefa contribuem para o avanço do treinamento de combate em águas distantes e para o desenvolvimento de capacidades integradas e de longo alcance, com potencial de influenciar o futuro equilíbrio de poder na região da Ásia-Pacífico.
Por Sputnik Brasil