ARQUEOLOGIA

Obras no túmulo de Oto I revelam estruturas medievais na Alemanha

Restauração na Catedral de Magdeburgo identificou blocos de fundação, pedras reutilizadas e pequenos achados arqueológicos

Por Sputnik Brasil Publicado em 13/06/2026 às 07:30
Restauração do túmulo de Oto I ocorre na Catedral de Magdeburgo, na Alemanha © Foto / Universidade de Bonn/Arquivo do Projeto Óstia

Os trabalhos de conservação do túmulo do imperador Oto I, na Catedral de Magdeburgo, na Alemanha, revelaram novas informações sobre um dos monumentos medievais mais importantes do país, segundo a revista Archaeology News.

De acordo com a publicação, o projeto foi iniciado em 2025 após especialistas em patrimônio constatarem uma grave deterioração no túmulo. Desde então, arqueólogos investigam a área abaixo e ao redor do local de sepultamento, situado no coro-alto da catedral, em paralelo à restauração do sarcófago de pedra.

A revista destaca que Oto I teve papel importante na formação da Europa medieval. Como soberano da dinastia Liudolfing, ele ajudou a estabelecer a estrutura política que mais tarde daria origem ao Sacro Império Romano-Germânico. A publicação também ressalta sua atuação na ascensão de Magdeburgo como centro religioso e cultural, com a garantia do status de arcebispado em 968.

Segundo a matéria, após a remoção da laje de mármore e a abertura do caixão de madeira, estudos antropológicos e genéticos confirmaram que os restos mortais pertencem a Oto I. A previsão é que eles sejam sepultados novamente em setembro de 2026, em um caixão construído especialmente para esse fim.

No início de 2026, o sarcófago foi transferido cuidadosamente com o uso de um sistema especializado de transporte e agora está em um recinto de proteção. A restauração inclui a retirada de metais corroídos e a limpeza da tampa de mármore.

As escavações sob o túmulo revelaram blocos de fundação de arenito e pedras reutilizadas com marcas de pedreiros do final da Idade Média, indícios que sugerem múltiplas realocações ao longo do tempo. Apesar disso, não foram encontradas evidências que permitam identificar o local original do enterro do imperador.

Também foram recuperados pequenos achados, como moedas, contas de vidro, fragmentos de gesso pintado e uma bala de chumbo. Conforme a reportagem, os trabalhos no túmulo seguem até 2026 sem afetar as cerimônias da catedral, e a maior parte do coro-alto permanece acessível aos visitantes.

Por Sputinik Brasil