FERROVIAS

Transnordestina supera 100 km de ferrovia concluída

Obra registrou recorde diário de montagem no Lote 5, em Quixeramobim, no Ceará

Por Agência Brasil Publicado em 12/06/2026 às 20:19
Obras da Ferrovia Transnordestina superam 100 km de malha concluída

A Ferrovia Transnordestina ultrapassou a marca de 100 quilômetros de malha concluída, dentro de um projeto que prevê mais de 1.200 quilômetros de extensão.

No último domingo (7), a obra registrou o maior ritmo diário de montagem desde o início dos trabalhos. As equipes concluíram 1,69 quilômetro de ferrovia em um único dia, durante a instalação de 3,36 quilômetros de trilhos no Lote 5, em Quixeramobim (CE).

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Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, a primeira fase da Transnordestina está atualmente com cerca de 81% de execução. A expectativa é concluir essa etapa em 2027.

O empreendimento já recebeu R$ 9,8 bilhões em investimentos, de um orçamento total de R$ 15 bilhões.

Em março deste ano, o governo federal aprovou mais R$ 152,4 milhões do FDNE para manter o ritmo das obras. O fundo é um dos principais financiadores da ferrovia e representa a atuação da União em projetos estruturantes capazes de ampliar a competitividade regional, reduzir custos logísticos e impulsionar a geração de emprego, renda e oportunidades no Nordeste.

Até agora, já foram liberados mais de R$ 6,6 bilhões pelo FDNE para a Transnordestina.

“Nós vamos avançar em ritmo acelerado para concluir essa ferrovia, que é fundamental na geração de empregos e oportunidades na área logística do país”, afirmou o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.

Ligação

Com 1.206 quilômetros de extensão, a Ferrovia Transnordestina ligará Eliseu Martins (PI) ao Porto do Pecém (CE), passando por 53 municípios.

Considerada a maior obra linear em execução no Brasil, a ferrovia foi planejada para ampliar o escoamento de grãos, fertilizantes, combustíveis, cimento e minério, fortalecendo a logística e o desenvolvimento econômico do Nordeste.

O projeto busca reduzir drasticamente o custo logístico de transporte de commodities, como soja, milho e minérios.