DEFESA EUROPEIA

Otan revê plano de defesa da Europa diante de redução militar dos EUA

Pentágono informou aliados sobre corte de aeronaves e navios disponíveis em eventual crise de segurança.

Por Estadao Conteudo Publicado em 12/06/2026 às 19:30
© AP Photo / Armando Babani

O comando militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) avalia planos alternativos para proteger a Europa caso o continente seja atacado pela Rússia. A revisão ocorre após os Estados Unidos anunciarem que reduzirão o número de aeronaves e navios de guerra que colocariam à disposição em uma crise de segurança.

O chamado Modelo de Forças da Otan funciona como o Plano A para mobilizar as tropas das 32 nações integrantes da aliança em tempos de paz, crise ou guerra. O modelo estabelece os recursos militares que os comandantes podem acionar em etapas, ao longo dos primeiros seis meses de um eventual conflito.

No mês passado, o Pentágono comunicou aos aliados da Otan que diminuirá seu compromisso militar para direcionar atenção a possíveis ameaças em outras regiões, especialmente da China no Indo-Pacífico.

Segundo um oficial da Otan que não tinha autorização para falar publicamente sobre o assunto e conversou na sexta-feira sob condição de anonimato, a redução dos meios militares americanos inclui um grupo de ataque de porta-aviões, além de vários submarinos, caças, aeronaves de patrulha marítima, aviões de reabastecimento aéreo e drones. As capacidades espaciais dos Estados Unidos que auxiliam no direcionamento de alvos, porém, continuariam disponíveis.

Países europeus e o Canadá aguardavam há mais de um ano que o governo Trump detalhasse seus planos, depois de alertar que a Europa já não era a principal prioridade de segurança dos Estados Unidos. Os aliados sabiam que haveria cortes, mas não tinham informações sobre a dimensão, a velocidade ou a natureza das mudanças.

O general americano Alex Grynkewich, comandante supremo das forças aliadas da Otan, afirmou que “os Estados Unidos continuam comprometidos em fornecer capacidades limitadas, porém essenciais, à aliança”.

“Precisamos nos concentrar em coisas que possamos adquirir rapidamente, que possamos implantar rapidamente e que possamos ampliar rapidamente e sustentar ao longo do tempo, e isso vale tanto para fogos de longo alcance” quanto para drones, disse Grynkewich na ILA Berlin Air Show, na quinta-feira.

“Esse tipo de coisa pode nos ajudar a mitigar o risco a curto prazo, caso precisemos dissuadir e nos defender”, acrescentou.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.