ORÇAMENTO

Paquistão prevê alta de 18% nos gastos militares em novo orçamento

Proposta apresentada por Muhammad Aurangzeb reduz verbas de desenvolvimento e prevê alívios fiscais modestos para assalariados

Por Estadao Conteudo Publicado em 12/06/2026 às 18:34
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O ministro das Finanças do Paquistão, Muhammad Aurangzeb, apresentou nesta sexta-feira, 12, aos legisladores o novo orçamento do governo. A proposta prevê aumento de 18% nos gastos com defesa, redução no financiamento de programas de desenvolvimento e alívios fiscais modestos para trabalhadores assalariados.

O projeto evidencia os desafios enfrentados pelo governo do primeiro-ministro Shehbaz Sharif diante do crescimento econômico lento, do alto custo de vida e das incertezas provocadas por tensões regionais e pela guerra no Oriente Médio.

O Paquistão surgiu como mediador importante nos esforços para levar Irã e Estados Unidos à mesa de negociações em busca de uma solução para a guerra em andamento. As tratativas ficaram estagnadas, embora um cessar-fogo tênue esteja em vigor.

O país também está envolvido em um conflito com o vizinho Afeganistão. Islamabad acusa Cabul de abrigar militantes paquistaneses que lutam contra o governo paquistanês, acusação negada pelo governo afegão. Centenas de pessoas morreram desde que os combates reacenderam em fevereiro.

Durante apresentação ao Parlamento, Aurangzeb afirmou que, no novo orçamento, o gasto total chegaria a 18,77 trilhões de rúpias, o equivalente a US$ 67,49 bilhões, em leve alta na comparação com o ano anterior.

O ano fiscal de 2026-27 do Paquistão começa em 1º de julho. A votação da proposta pelos legisladores deve ocorrer ainda este mês.

O ministro disse ainda que o governo tem como meta crescimento econômico de 4% e inflação de 8,2% para o próximo ano. As pressões sobre os preços, no entanto, continuam sendo uma preocupação relevante para famílias já impactadas por anos de aumento de custos.

O orçamento segue de perto as condições do programa de US$ 7 bilhões em andamento entre o Paquistão e o Fundo Monetário Internacional (FMI), que tem defendido maior arrecadação, ampliação da tributação e reformas estruturais para reduzir déficits fiscais crônicos.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.