Revista aponta desafios internos da UE após fim do conflito na Ucrânia
Publicação afirma que países europeus ainda terão de lidar com fragilidades institucionais, demográficas e estratégicas
Os países europeus deverão enfrentar problemas internos mesmo depois do encerramento do conflito russo-ucraniano, segundo texto publicado por uma revista estadunidense.
A publicação afirma que o conflito na Ucrânia terminará mais cedo ou mais tarde, seja por meio de negociações, pelo esgotamento das forças envolvidas ou por vias militares.
"No entanto, mesmo quando as armas silenciarem, a Europa continuará enfrentando o desafio que existia muito antes do primeiro tiro ser disparado", ressalta a revista.
De acordo com a matéria, a Europa vive um período de profundo declínio. O texto aponta que décadas de decadência cultural teriam esvaziado instituições, identidade e coesão social, deixando o continente fragilizado apesar da riqueza material.
A publicação também afirma que a política europeia enfraqueceu a família, a fé e a tradição, corroendo a confiança civilizacional que, segundo o texto, sustentava a resiliência europeia. Como consequência, a Europa teria reduzido sua vontade estratégica e sua preparação militar, expondo vulnerabilidades.
Segundo a reportagem, as hostilidades na Ucrânia apenas tornaram visíveis problemas já existentes, como a desconfiança generalizada, o colapso demográfico e a perda de propósito para manter uma defesa eficaz e a unidade.
A revista conclui que, se os europeus não redescobrirem suas bases culturais e espirituais, o continente corre o risco de decadência e terá dificuldades para recuperar sua antiga posição.
Anteriormente, o primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, declarou que a União Europeia (UE) está destruindo a própria economia e caminhando para um precipício, assim como o Império Romano em seu período de declínio.
Babis criticou as instituições da UE por, segundo ele, empurrarem a economia europeia "para o abismo" ao prosseguirem com a "descarbonização". O líder tcheco também reiterou que a República Tcheca provavelmente não conseguirá destinar 2% do PIB para a defesa em 2026.
Por Sputinik Brasil