INDICADOR ECONÔMICO

INPC fecha maio em 0,65% e acumula 4,42% em 12 meses

Índice usado como referência em reajustes salariais teve alta maior entre os alimentos, que subiram 1,33% em maio

Por Agência Brasil Publicado em 12/06/2026 às 11:47
INPC fechou maio em 0,65% e acumula 4,42% em 12 meses, segundo o IBGE

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), utilizado com frequência como base para a correção anual de salários de diversas categorias, encerrou maio com alta de 0,65%. Com o resultado, o indicador acumula 4,42% em 12 meses.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na apuração do instituto, os produtos alimentícios registraram alta de 1,33% em maio. Já os itens não alimentícios tiveram variação de 0,43%.

Reajuste de salários

O INPC tem impacto direto para muitos brasileiros porque o acumulado móvel de 12 meses costuma ser usado no cálculo de reajustes salariais de diferentes categorias ao longo do ano.

O salário mínimo, por exemplo, considera o dado de novembro em seu cálculo. Já o seguro-desemprego, o teto do INSS e o benefício de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no INPC acumulado até dezembro.

Inflação oficial

O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial. Em maio, o índice ficou em 0,58% e acumulou 4,72% em 12 meses.

A diferença entre os dois indicadores está no público pesquisado. O INPC mede a inflação para famílias com renda de um até cinco salários mínimos. O IPCA, por sua vez, considera lares com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo é de R$ 1.621.

Segundo o IBGE, a apuração do INPC “tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”.

O instituto atribui pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, os alimentos representam cerca de 25% do índice, percentual maior que o registrado no IPCA, de aproximadamente 21%, porque as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida.

Na comparação inversa, o preço de passagem de avião tem peso menor no INPC do que no IPCA.

A coleta de preços é realizada em dez regiões metropolitanas: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. O levantamento também é feito em Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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