COREIA DO SUL

Yoon Suk Yeo é condenado a 30 anos por caso de drones sobre Pyongyang

Tribunal de Seul apontou abuso de poder e tentativa de provocar reação da Coreia do Norte; defesa recorreu da decisão.

Por Estadao Conteudo Publicado em 12/06/2026 às 09:38
Yoon Suk Yeol, presidente afastado da Coreia do Sul, é preso Reprodução / internet

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeo, e o ex-ministro da Defesa Kim Yong Hyun foram condenados a 30 anos de prisão nesta sexta-feira (12). O caso envolve a acusação de que Yoon teria ordenado voos de drones sobre Pyongyang, em 2024, com o objetivo de aumentar o esforço com a Coreia do Norte e exigir a decretação de lei marcial no país.

O Tribunal Distrital Central de Seul considerou Yoon e Kim acusados ​​de ajudar um adversário e de abuso de poder. De acordo com o corte, eles pretendiam provocar a Coreia do Norte a realizar ataques armados ou outras retaliações graves contra a Coreia do Sul, de forma a “fabricar” uma emergência nacional.

O tribunal também afirmou que a iniciativa prejudicou os interesses militares sul-coreanos ao exportar capacidades operacionais, prejudicar a condução de operações futuras e levar Pyongyang a fortalecer sua postura defensiva. Os advogados de Yoon solicitaram a decisão.

O mesmo tribunal já havia condenado Yoon à prisão perpétua por rebelião, em razão da breve imposição da lei marcial em dezembro de 2024.

A Coreia do Norte acusou Seul de enviar drones sobre Pyongyang para lançar panfletos de propaganda em três graças, em outubro de 2024. Kim, que era ministro da Defesa à época, deu uma resposta evasiva antes de o Ministério da Defesa afirmar que não poderia confirmar nem negar as acusações. Quanto aumentado, mas não houve confrontos militares.

A defesa de Yoon criticou a nova decisão. Os advogados alegaram que os voos de drones teriam sido uma resposta ao envio, pela Coreia do Norte, de milhares de balões com lixo para o Sul no início de 2024. Eles também afirmaram que uma denúncia nesse caso prejudicaria os interesses de segurança do país.

Investigadores liderados pela promotora especial Cho Eun-suk tinham pedido pena de 30 anos de prisão para Yoon. A acusação sustentou que ele pretendia criar um ambiente de guerra entre as duas Coreias enquanto articulava uma intervenção autoritária para remover adversários políticos e “monopolizar” o poder.

Para Kim, apontado como aliado próximo de Yoon e peça-chave na mobilização de forças para a lei marcial, os promotores previstos pena de 25 anos.

Yoon decretou a lei marcial na noite de 3 de dezembro de 2024, em pronunciamento na TV no qual acusou parlamentares liberais de serem forças “anti-Estado” simpáticas à Coreia do Norte. A medida durou cerca de seis horas, até que os deputados romperam um bloqueio de soldados e policiais na Assembleia Nacional e votaram para derrubá-la, obrigando o gabinete a revogar o decreto.

Yoon sofreu impeachment pouco depois, foi suspenso do cargo e acabou formalmente destituído pela Corte Constitucional. Preso em julho de 2025, ele ainda responde a diversos processos criminais.

A sentença no caso mais grave, por rebelião, foi alvo de recurso tanto da defesa quanto do Ministério Público, que havia pedido a pena de morte.

Fonte: Associated Press.

Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.