ECONOMIA

Banco Mundial reduz projeção do PIB brasileiro para 2026 e 2027

Instituição também cortou a estimativa de crescimento da América Latina e Caribe em 2026, em meio a riscos globais e juros altos

Por Estadao Conteudo Publicado em 11/06/2026 às 20:22
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

O Banco Mundial reduziu de 2% para 1,9% a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026, diante da desaceleração esperada no consumo. Para 2027, a previsão de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 2,3% para 2%.

Segundo o relatório divulgado nesta quinta-feira, 11, a expectativa é de que a atividade econômica volte a ganhar força a partir de 2027, impulsionada pela queda dos juros. Ainda assim, o ritmo previsto é menor do que o apontado nas projeções divulgadas em janeiro.

No documento, que atualiza as estimativas para o crescimento global, o Banco Mundial avalia que o choque do petróleo, em meio à escalada dos conflitos no Oriente Médio, tem impacto limitado sobre a América Latina. A instituição observa que algumas das maiores economias da região, como o Brasil, são exportadoras líquidas de commodities energéticas.

O relatório, por outro lado, destaca pressões inflacionárias associadas ao conflito, o que pode exigir respostas de política econômica dos países, incluindo teto de preços e subsídios a combustíveis.

Para a América Latina e Caribe, o Banco Mundial revisou de 2,3% para 2,2% a previsão de crescimento neste ano. A instituição aponta riscos elevados ligados à desaceleração da economia global, especialmente nos Estados Unidos e na China, em um cenário de juros altos por mais tempo no mundo.

De acordo com o relatório, o espaço para cortes de juros varia entre os países, já que a inflação permanece elevada em algumas economias. Ao mesmo tempo, restrições fiscais reduzem a capacidade dos governos de estimular a atividade e tornam mais caro amortecer a alta dos combustíveis.

A avaliação do Banco Mundial é de que o crescimento da América Latina tende a continuar baixo caso não sejam realizadas reformas capazes de ampliar a produtividade, os investimentos, a qualificação do capital humano e o ambiente de negócios.