Dia dos Namorados amplia risco de fraudes digitais e ataques cibernéticos, alerta especialista
Com crescimento do e-commerce, LC SEC orienta empresas e consumidores a reforçarem medidas de segurança diante da alta movimentação digital da data
São Paulo, junho de 2026 – A proximidade do Dia dos Namorados deve ampliar a exposição de consumidores e empresas a golpes digitais, fraudes em compras online e ataques cibernéticos relacionados ao aumento da atividade no comércio eletrônico, alerta a LC SEC, especializada em cibersegurança e compliance. Considerada uma das datas mais relevantes para o varejo brasileiro, a ocasião costuma concentrar um grande volume de promoções, campanhas de marketing e transações digitais, criando oportunidades para criminosos explorarem o comportamento de compra dos consumidores por meio de sites falsos, perfis fraudulentos, campanhas de phishing e outros tipos de golpe.
Segundo projeções divulgadas, o Dia dos Namorados deve movimentar cerca de R$ 2,84 bilhões em compras, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O aumento expressivo do fluxo de compras online amplia a superfície de ataque para fraudes digitais, especialmente em canais como e-mail, SMS, aplicativos de mensagens e redes sociais, onde criminosos costumam se aproveitar do senso de urgência e das promoções sazonais para enganar consumidores.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alertou que, durante o período, criminosos utilizam páginas falsas de e-commerce, promoções inexistentes enviadas por e-mail, SMS e WhatsApp, além de anúncios patrocinados em mecanismos de busca para direcionar vítimas a ambientes fraudulentos. O objetivo é obter dados pessoais, credenciais de acesso, informações bancárias e dados de pagamento por meio de técnicas de engenharia social cada vez mais sofisticadas.
Para Luiz Claudio, CEO e fundador da LC SEC, o principal risco está na combinação entre alta demanda comercial e excesso de confiança dos usuários diante de ofertas aparentemente legítimas. “Datas sazonais costumam criar um ambiente favorável para golpes porque consumidores estão mais propensos a agir rapidamente diante de promoções e oportunidades. Os criminosos exploram exatamente esse comportamento para induzir cliques em links maliciosos, capturar credenciais ou direcionar vítimas para páginas falsas que simulam lojas e serviços conhecidos”, afirma.
Segundo dados divulgados pela Serasa Experian, com base no Mapa da Fraude 2025 da ClearSale, o Brasil registrou 2,8 milhões de tentativas de fraude no comércio eletrônico em 2024, representando cerca de R$ 3 bilhões em valores potencialmente perdidos. O cenário evidencia que a fraude digital passou a representar um risco operacional, financeiro e reputacional para organizações de diferentes segmentos.
Além das fraudes voltadas ao consumidor final, empresas também enfrentam ameaças relacionadas à disponibilidade de seus ambientes digitais. Durante períodos de grande movimentação comercial, ataques de negação de serviço distribuída (DDoS) costumam ganhar relevância por buscarem interromper o funcionamento de sites, plataformas de vendas, APIs, sistemas de pagamento e canais de atendimento justamente nos momentos de maior demanda.
Na avaliação de Luiz Claudio, empresas devem incorporar a segurança digital ao planejamento das campanhas comerciais. “A preparação para datas de grande movimentação não deve se limitar à estratégia de vendas. É fundamental realizar testes de vulnerabilidades, revisar controles de segurança, validar integrações críticas, monitorar possíveis abusos da marca e preparar equipes para responder rapidamente a incidentes que possam comprometer a operação”, explica.
Outro fator de atenção está relacionado às vulnerabilidades internas que frequentemente servem como porta de entrada para ataques. Senhas reutilizadas, ausência de autenticação multifator, exposição de credenciais, aplicações sem testes de segurança e falta de conscientização dos colaboradores continuam entre os principais vetores explorados por criminosos em campanhas direcionadas a empresas e consumidores.
De acordo com Luiz Claudio, a melhor estratégia continua sendo a combinação entre prevenção, monitoramento e capacitação. “A segurança precisa acompanhar o calendário comercial das organizações. O Dia dos Namorados, assim como outras datas de grande relevância para o varejo, exige preparação antecipada para proteger não apenas sistemas e dados, mas também a receita, a reputação e a confiança dos clientes. Em um cenário no qual golpes estão cada vez mais sofisticados, investir em segurança deixou de ser uma medida exclusivamente técnica e passou a ser uma decisão estratégica de negócio”, conclui.
Sobre a LC SEC
A LC SEC é uma consultoria especializada em segurança da informação e compliance, com atuação no Brasil e na Europa há mais de 10 anos. A empresa já executou mais de 150 projetos em cibersegurança e adequação a normas internacionais, incluindo ISO 27001, ISO 42001, SOC2, PCI DSS, NIST, LGPD, GDPR e DORA. Em 2025, ampliou seu portfólio com soluções inovadoras de Threat Intelligence baseadas em IA e auditorias internas.