OceanPact fecha contrato de R$ 443,7 milhões com Petrobras para atuar na P-18
Serviços incluem desconexão e recolhimento de linhas flexíveis da plataforma no campo de Marlim, na bacia de Campos
A OceanPact assinou contrato de R$ 443,7 milhões com a Petrobras para a execução de serviços especializados de pull-out, que consiste na desconexão, e recolhimento de linhas flexíveis voltados ao descomissionamento de Unidades Estacionárias de Produção (UEPs).
O trabalho será concentrado nos risers, dutos conectores da plataforma P-18, instalada no campo de Marlim, na bacia de Campos.
De acordo com o contrato, a OceanPact ficará responsável por operações de pull-out, recolhimento de linhas flexíveis e umbilicais. O escopo também prevê inspeções submarinas, cortes, desconexões e intervenções consideradas complexas.
Para a execução dos serviços, serão utilizados embarcação do tipo MPSV (Multipurpose Support Vessel), ROVs, que são veículos submarinos operados remotamente, guindaste de grande capacidade e equipamentos destinados ao recolhimento, manuseio, armazenamento e intervenção subsea.
A operação envolverá diferentes unidades de negócio da OceanPact. A área de Engenharia Submarina será responsável pelos estudos técnicos e pelo planejamento operacional. Já a unidade de Subsea e descomissionamento conduzirá a operação dos ROVs, das ferramentas, das inspeções e da planta de recolhimento das linhas.
A divisão de Navegação atuará com as embarcações dedicadas ao projeto. A EnvironPact ficará encarregada dos estudos ambientais, da gestão de riscos e das diretrizes de SMS, sigla para Segurança, Meio Ambiente e Saúde, previstas para a operação.
Segundo o diretor Comercial, Marketing e responsável pela área de descomissionamento da OceanPact, Erik Cunha, a companhia aposta em um modelo integrado para ampliar a eficiência e a segurança ao longo das etapas do projeto.
"Nosso modelo operacional baseado na integração resulta em eficiência e maior segurança em todas as fases do projeto, da concepção à destinação final, incluindo iniciativas voltadas ao desmantelamento, reciclagem e economia circular, quando aplicável", afirmou Cunha em nota.
Em setembro, a empresa também fechou um acordo de mais de R$ 1 bilhão com a Trident Energy para descomissionamento no modelo EPRD, que envolve Engenharia, Preparação, Recolhimento e Destinação Final, também na bacia de Campos, além de revitalização de estrutura subsea.