AGRICULTURA

IBGE projeta soja recorde em 2026 e queda em cinco culturas

Safra agrícola deve chegar a 350,4 milhões de toneladas; sorgo e café canephora também podem atingir novos patamares

Por Estadao Conteudo Publicado em 11/06/2026 às 15:48
IBGE Reprodução

O Brasil deve alcançar um novo recorde na colheita de soja em 2026, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de maio, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a 2025, a produção do grão deve crescer 5,1%, chegando a 174,6 milhões de toneladas.

"Os produtores têm ampliado as áreas de plantio e investido mais nessa cultura que se tornou o principal grão produzido pelo país. Atualmente, a produção da soja representa quase 50% da safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas. O clima também beneficiou o desenvolvimento das lavouras e contribuiu para o aumento de sua produtividade", afirmou, em nota, Carlos Barradas, técnico da Coordenação de Agropecuária do IBGE.

A safra agrícola de 2026 está estimada em 350,4 milhões de toneladas, o maior volume da série, com alta de 1,2% na comparação com 2025. O resultado representa 4,3 milhões de toneladas a mais. Frente ao levantamento de abril, a previsão é 0,5% maior, equivalente a um acréscimo de 1,7 milhão de toneladas.

Além da soja, a colheita também deve atingir novos recordes para o sorgo e o café canephora, conhecido como robusta ou conilon.

Considerando as espécies arábica e canephora, a produção de café está estimada em 4 milhões de toneladas, crescimento de 16,0% em relação ao ano anterior. Para o café arábica, a previsão é de 2,7 milhões de toneladas. Já o café canephora deve somar 1,3 milhão de toneladas.

No caso do sorgo, a produção estimada chegou a 5,6 milhões de toneladas, avanço de 3,9% ante 2025.

Por outro lado, o IBGE prevê recuo na colheita de algodão (-8,1%), arroz (-11,4%), milho (-1,7%), trigo (-7,8%) e feijão (-5,8%). No milho, a estimativa aponta crescimento de 15,8% para a 1ª safra, mas queda de 5,5% para a 2ª safra.

Segundo Barradas, a produção de feijão está "apertada" para atender ao consumo interno brasileiro, com possibilidade de necessidade de importação "de pequenas quantidades do produto".