SAÚDE E TECNOLOGIA

CEO da Rede D’Or defende uso de IA para personalizar cuidados na saúde

Paulo Moll afirmou no Brasil Adiante que integração de dados pode ajudar a reduzir burocracias e melhorar o atendimento aos pacientes

Por Estadao Conteudo Publicado em 11/06/2026 às 13:28
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Com o envelhecimento da população brasileira e o surgimento de novas demandas na área da saúde, Paulo Moll, CEO da Rede D’Or São Luiz, apontou a integração de bases de dados e o uso da inteligência artificial como caminhos para aprimorar o atendimento aos pacientes.

Durante o Brasil Adiante, nesta quinta-feira, 11, o executivo afirmou que a IA pode contribuir para uma medicina “mais humanizada”, especialmente por meio da personalização dos planos de cuidado. Moll também defendeu a construção de uma “visão única do paciente”, com o objetivo de possibilitar tratamentos mais adequados.

O Brasil Adiante é um projeto do Estadão voltado à apresentação de propostas concretas para os principais problemas do País. O ciclo de debates segue até o fim de agosto, após o início da campanha eleitoral. As soluções elaboradas serão reunidas em um documento a ser entregue, em novembro, ao vencedor das eleições presidenciais. A proposta é encaminhar uma agenda integrada e executável de soluções para os primeiros 24 meses do próximo governo.

Paulo Moll destacou que o setor de saúde ainda enfrenta entraves, entre eles processos burocráticos que retardam a aprovação de procedimentos. Segundo ele, há situações em que uma autorização leva até 14 dias para ser concedida e, ao fim do processo, acaba sendo aprovada.

“Se no fim aprova, por que não conseguir fazer isso mais rápido?”, questionou. Para o executivo, a tecnologia pode contribuir para diminuir ineficiências, acelerar decisões e reduzir desperdícios no sistema.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos em 2024. Em 1940, no início da série histórica, era de 45,5 anos. Em uma população mais jovem, grande parte da demanda em saúde está relacionada a pré-natal, parto, vacinação, pediatria, acidentes, infecções e condições agudas.

Já em uma população mais envelhecida, aumenta a prevalência de doenças crônicas, que exigem consultas e exames recorrentes, medicamentos de uso contínuo, reabilitação e tratamentos caros por períodos prolongados.

Ao tratar dos custos da saúde suplementar, Moll afirmou que os reajustes aplicados pelas maiores operadoras perderam força recentemente. Segundo ele, esse resultado está ligado a avanços na coordenação do atendimento aos pacientes e a ações para reduzir fraudes. “Temos tido avanços importantes”, disse.

Veja o cronograma do Brasil Adiante

27 de maio: Encontro 1: Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento;

11 de junho: Encontro 2: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde);

23 de julho: Encontro 3: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Segurança Pública e Crime Organizado);

19 de agosto: Encontro 4: Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade;

27 de agosto: Encontro 5: Apresentação do documento consolidado, divulgação da agenda e fechamento do projeto;

Novembro: Entrega da agenda de soluções ao presidente eleito.