Bolsas europeias avançam após alta de juros do BCE
Mercados também acompanharam sinalizações sobre o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã
As bolsas da Europa encerraram a quinta-feira, 11, em alta, apoiadas pela leitura de que a decisão do Banco Central Europeu (BCE) reforçou o compromisso da autoridade monetária com o controle da inflação, sem apontar para um ciclo prolongado de aperto monetário.
O apetite por risco também foi favorecido pela expectativa de avanços nas negociações no Oriente Médio, apesar da sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre novos ataques contra o Irã.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,48%, aos 10.303,88 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,06%, aos 24.209,89 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,48%, aos 8.200,80 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,95%, aos 50.504,74 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 1,01%, aos 18.326,40 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 avançou 1,44%, aos 9.024,89 pontos. As cotações são preliminares.
Como esperado, o BCE elevou suas taxas de juros em 25 pontos-base, citando os efeitos inflacionários da alta dos preços de energia decorrente da guerra no Oriente Médio. A instituição também revisou para cima suas projeções de inflação até 2027 e reduziu as estimativas de crescimento econômico.
A presidente Christine Lagarde afirmou que a inflação começa a se espalhar por diferentes setores da economia e reiterou que os riscos para os preços permanecem inclinados para cima. Ela, no entanto, evitou se comprometer com uma trajetória pré-determinada para os juros.
No cenário geopolítico, Trump afirmou que os Estados Unidos realizariam ataques “muito duros” contra o Irã na noite desta quinta-feira e disse que pretende tomar a Ilha de Kharg, mas ressaltou que a via diplomática segue aberta.
Entre os setores, petróleo e gás avançou cerca de 2,1%, apesar da oscilação da commodity ao longo do dia. O setor bancário subiu 0,7%, enquanto o de tecnologia teve alta de 1,2%.
A Hugo Boss disparou cerca de 9,8% após oferta de aproximadamente 1,98 bilhão de euros feita pelo britânico Frasers Group, que avançou 1,6%, para assumir o controle da companhia alemã de moda. Em Londres, a Halma recuou 15,9% depois de divulgar projeções consideradas decepcionantes para o próximo exercício.
*Com informações da Dow Jones Newswires