Conab projeta safra recorde de 358,64 milhões de toneladas em 2025/26
Nona estimativa aponta alta de 1,8% sobre 2024/25, com avanço da área cultivada e condições climáticas favoráveis
São Paulo, 11 - A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve atingir 358,64 milhões de toneladas , novo recorde para o País. O volume representa crescimento de 1,8%, ou 6,4 milhões de toneladas a mais, em relação à temporada 2024/25, quando foram colhidas 352,27 milhões de toneladas.
Os dados constam na nona estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgada nesta quinta-feira, 11. Na comparação com a previsão anterior, de maio, houve aumento de 0,2%, equivalente a 664 mil toneladas.
Segundo a pesquisa, o resultado é explicado pela ampliação da área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares, alta de 2,2% sobre os 81,73 milhões de hectares registrados em 2024/25, além das condições climáticas climáticas. A produtividade média nacional, porém, deve recuar 0,3%, passando de 4.310 quilos por hectare para 4.295 quilos por hectare.
A soja é um dos principais destaques da estimativa, com incremento de 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior. Com a colheita praticamente encerrada, a produção do ciclo 2025/26 está estimada em 180,25 milhões de toneladas, ante 171,48 milhões de toneladas em 2024/25.
De acordo com o boletim da Conab, o desempenho da oleaginosa reflete o aumento da área destinada à cultura, o bom pacote tecnológico e as condições climáticas desenvolvidas nesta safra.
No milho, principal cultura da segunda safra, a produção total está estimada em 140,46 milhões de toneladas, somadas a três safras. O produto colheita do semeado na primeira safra já atinge 87,7% da área e deve chegar a 29,34 milhões de toneladas, avanço de 17,7% em relação ao mesmo período da temporada 2024/25.
Além da maior área destinada ao grão no ciclo atual, a produtividade da primeira safra também apresenta crescimento de 7,6%, estimado em 7.110 quilos por hectare. O índice estabelece novo registro na série histórica da Companhia para a primeira safra do milho.
A segunda safra do cereal está em fase inicial de colheita, com expectativa de produção de 107,87 milhões de toneladas. Já a terceira safra está com o planejamento próximo do encerramento, e a Conab projeta colheita de 3,26 milhões de toneladas.
Outro produto relevante na segunda safra é o algodão. A produção da pluma está estimada em cerca de 3,98 milhões de toneladas, queda de 2,5% em relação à safra 2024/25, quando foram produzidos 4,08 milhões de toneladas. A redução é influenciada pela menor área semeada.
No caso do sorgo, que regista a quinta maior produção entre os grãos analisados pela Companhia, a colheita está estimada em 7,62 milhões de toneladas. O volume representa acréscimo de 1,5 milhão de toneladas frente à safra passada, alta de 24,9%.
Produto importante para o mercado interno, o arroz está com uma colheita praticamente finalizada e tem produção estimada em 11,08 milhões de toneladas. O número é 13,2% menor que o registrado na safra passada, de 12,76 milhões de toneladas. “A queda é reflexo de uma menor área destinada à cultura diante das condições mercadológicas do cereal”, informou a Conab.
Para o feijão, a Companhia projeta uma colheita total próxima de 3,05 milhões de toneladas, somadas às três safras. O volume representa ligeira queda de 0,5% em relação ao resultado da temporada passada. “Mesmo com a expectativa de menor produção para os dois alimentos, a estimativa atual garante o abastecimento no mercado interno”, destacou.
A primeira safra de feijão deve atingir 976 mil toneladas, queda de 8,2% ante a temporada anterior. A segunda safra, por sua vez, deve crescer 1,5%, chegando a 1,35 milhão de toneladas. A terceira safra tem previsão de 715,2 mil toneladas, alta de 7,8%.
Entre as culturas de inverno, o destaque é o trigo. A semelhança do cereal avança em todas as regiões produtoras do País e atinge 45,3% da área prevista. Para o ciclo atual, a Conab prevê menor área destinada ao cereal, o que deve resultar em queda na produção, estimada em cerca de 6,30 milhões de toneladas, redução de 20% em relação a 2025, quando foram colhidas 7,87 milhões de toneladas.