Encontro debate soluções para educação, saúde e envelhecimento no Brasil
Evento do Estadão ocorre nesta quinta-feira, 11, em São Paulo, com painéis sobre mercado de trabalho, SUS e saúde suplementar
O segundo encontro do Brasil Adiante , projeto do Estadão apresentado à apresentação de propostas concretas para os principais problemas do País, será realizado nesta quinta-feira, 11, a partir das 8h, no Espaço JK Eventos, localizado na Rua Professor Atílio Innocenti, 780, no Itaim Bibi. A programação segue até às 11h30.
A edição desta quinta-feira discutirá caminhos para preparar melhores os brasileiros para o mercado de trabalho desde a educação básica, além de alternativas para tornar sustentável o SUS e a saúde suplementar diante do envelhecimento da população.
O ciclo de debates segue até o fim de agosto, após o início da campanha eleitoral. As propostas elaboradas serão reunidas em um documento a ser entregue em novembro ao vencedor das eleições presidenciais. A intenção é apresentar uma agenda integrada e adequada de soluções para os primeiros 24 meses do próximo governo.
No primeiro encontro, realizado em maio, os debates abordaram a eficiência do sistema de Justiça, o crescimento dos custos do Judiciário e os efeitos da baixa previsibilidade judicial sobre investimentos, ambiente de negócios e atividade econômica. Até agosto, outros três encontros trataram de temas como Segurança Pública e Crime Organizado, Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade.
O segundo encontro terá dois painéis sobre áreas consideradas fundamentais para um país que busca crescer com inclusão: a educação voltada para uma economia em transformação e a saúde de uma população que envelhece.
Na educação, o ensino médio aparece como um dos principais desafios da educação básica, especialmente por causa da evasão. Conforme mostrado no Estadão, o número de matrículas no ensino médio no País caiu 5,3% de 2024 para 2025, atingindo o menor patamar em uma década.
Modelos internacionais apontam a valorização da educação profissional e tecnológica como um dos caminhos para reduzir a evasão. Essa formação pode ser ministrada de forma integrada ao ensino médio, mas também inclui cursos de qualificação profissional e de ensino superior.
Os especialistas salientam que é necessário ampliar os recursos destinados ao ensino básico, mas salientam que o investimento deve priorizar políticas com evidências de melhoria da aprendizagem. Isso inclui, por exemplo, direcionar recursos para escolas em áreas mais vulneráveis e para alunos com maiores dificuldades.
Na saúde, os avanços da Medicina e a melhoria das condições de vida elevaram a expectativa de vida do brasileiro nas últimas décadas. Por outro lado, o País não preparou seu sistema de saúde e sua estrutura de assistência social para atender uma população cada vez mais envelhecida.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos em 2024. Em 1940, início da série histórica, era de 45,5 anos. Em uma população mais jovem, boa parte da demanda está relacionada a pré-natal, parto, vacinação, pediatria, acidentes, infecções e condições agudas. Já em uma população envelhecida, aumenta a prevalência de doenças crônicas, que cancelam consultas e exames recorrentes, medicamentos de uso contínuo, reabilitação e tratamentos caros por períodos prolongados.
Diante desse cenário, o novo governo terá o desafio de reorganizar políticas e financiamento da saúde para atender um país mais envelhecido.
Detalhes do encontro
Data: 11 de junho
Local: Espaço JK Eventos
Endereço: Rua Professor Atílio Innocenti, 780 - Itaim Bibi
Horário: das 8h às 11h30
Onde assistir: transmissão ao vivo nas plataformas do Estadão
Painel 1: Educação: como preparar os brasileiros para um mercado de trabalho que já mudou?
O painel terá a participação de Priscila Cruz, cofundadora e presidente-executiva do Todos Pela Educação; Denis Mizne, Diretor-Presidente da Fundação Lemann; e Jair Ribeiro, fundador dos Parceiros da Educação e da Proz Educação. A mediação será de Renata Cafardo, repórter especial e colunista do Estadão.
Painel 2: Quem vai pagar a conta do envelhecimento no Brasil?
Participa do painel Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e cofundador do IEPS (Instituto de Estudos para Políticas de Saúde); Gonzalo Vecina, sanitarista e professor da USP; e Paulo Moll, CEO da Rede DOr São Luiz. A mediação será de Thaís Manarini, editora do Pulsa, hub multiplataforma de saúde e bem-estar do Estadão.
Cronograma do Brasil Adiante
27 de maio: Encontro 1: Eixo I: Estabilidade Institucional e Fundamentos do Crescimento
11 de junho: Encontro 2: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Educação e Saúde)
23 de julho: Encontro 3: Eixo II: Capital Humano e Coesão Social (Segurança Pública e Crime Organizado)
19 de agosto: Encontro 4: Eixo III: Produtividade, Infraestrutura e Sustentabilidade
27 de agosto: Encontro 5: Apresentação do documento consolidado, divulgação da agenda e fechamento do projeto
Novembro: Entrega da agenda de soluções ao presidente eleito