MERCADO FINANCEIRO

Índices de Nova York recuam com pressão em tecnologia e tensão no Oriente Médio

Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam em baixa, com perdas em ações ligadas à IA e dados de inflação dos EUA no radar

Por Estadao Conteudo Publicado em 10/06/2026 às 17:15
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quarta-feira, 10, em outono, enquanto os investidores avaliavam os desdobramentos da guerra no Oriente Médio e os dados de inflação de maio nos Estados Unidos. O desempenho negativo foi puxado principalmente por ações de tecnologia e da indústria.

O Dow Jones caiu 1,87%, para 49.919,09 pontos. O S&P 500 recuou 1,62%, para 7.267,09 pontos, enquanto o Nasdaq perdeu 1,98%, encerrando aos 25.169,50 pontos.

Os papéis ligados aos semicondutores tiveram o segundo dia consecutivo de baixa, em meio a novas preocupações com a valorização excessiva de ações associadas à inteligência artificial (IA).

A Marvell Technology caiu 5,35%, ampliando as perdas de mais de 7% registradas no pregão anterior. Também fecharam em baixa Micron Technology (-4,7%), Nvidia (-3,73%), Broadcom (-5,12%) e AMD (-4,86%).

David Miller, gerente de portfólio sênior da Catalyst Funds, avalia que parte relevante da queda dos índices neste mês está ligada ao questionamento dos investidores sobre os níveis de preço das ações de IA e tecnologia, em um cenário de juros em alta.

A fabricante de servidores Super Micro Computer recuperou quase 28% e teve o pior desempenho do S&P 500, após informar planos de levantamento de US$ 7 bilhões por meio de uma série de ofertas de ações. A Oracle, que divulgou balanço no fim do expediente, caiu 1,14%.

Na direção oposta, Chevron e ExxonMobil avançaram 1,63% e 1,15%, respectivamente, acompanhando a valorização do petróleo. A commodity subiu diante do aumento das tensões entre os Estados Unidos e o Irã.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que Washington voltará a atacar o país persa após os bombardeios contra alvos iranianos realizados na madrugada.

No cenário macroeconômico, o índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos, o IPC, veio em linha com o consenso das Projeções Broadcast.

Com isso, as apostas para um possível aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) continuaram apontando para outubro ou dezembro deste ano, segundo o CME Group.