MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Maranhão encerra ciclo nacional de seminários para atualização dos planos de combate à desertificação

Etapa realizada em Timon conclui agenda promovida pela Sudene e parceiros em dez estados com áreas inseridas no semiárido brasileiro

Por Ascom Sudene Publicado em 10/06/2026 às 16:57
Durante o evento, foram debatidas propostas para orientar as ações de combate à seca. Divulgação

Timon (MA) – Mais de 1,6 milhão de maranhenses vivem em áreas suscetíveis à desertificação. Foi diante desse cenário que o Maranhão sediou a última etapa dos seminários do Programa de Ação contra a Desertificação, Efeitos da Seca e Revisão dos Planos Estaduais (Proades), iniciativa coordenada pela Sudene em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

Realizado no município de Timon, o encontro reuniu representantes de órgãos públicos, instituições de pesquisa, universidades e organizações da sociedade civil para discutir a atualização do Plano de Ação Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca. A agenda marcou o encerramento de uma mobilização realizada em dez dos onze estados brasileiros com áreas inseridas no semiárido.

Embora seja tradicionalmente associado à Amazônia Legal e a regiões de elevada pluviosidade, o Maranhão possui territórios classificados como semiárido e subúmido seco. Nessas áreas, a degradação do solo, a escassez hídrica e os efeitos das mudanças climáticas representam desafios crescentes para as populações locais e para atividades econômicas como a agricultura e a pecuária.

Ao longo dos seminários, foram debatidas propostas para orientar a atualização dos planos estaduais de combate à desertificação. O objetivo é fortalecer ações voltadas à recuperação de áreas degradadas, à preservação dos recursos naturais e à adaptação dos territórios mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos.

Segundo o coordenador-geral do Proades, Gustavo Negreiros, a participação dos territórios é fundamental para a construção das novas estratégias estaduais. “Os seminários permitem ouvir governos, comunidades e instituições locais para que os planos reflitam a realidade de cada estado e contribuam para a construção de políticas públicas mais efetivas de enfrentamento à desertificação”, afirmou.

A revisão dos planos segue as diretrizes do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB) e está estruturada em três etapas: diagnóstico, revisão e consolidação. A iniciativa busca orientar ações de curto, médio e longo prazos voltadas à prevenção da degradação da terra, à mitigação dos efeitos da seca e ao fortalecimento da resiliência climática.

Com o encerramento dos seminários, o programa entra em uma nova fase. A maior parte dos diagnósticos estaduais já foi concluída e os estados avançam agora para a elaboração das versões atualizadas dos planos de ação. A expectativa é que os documentos sejam finalizados ainda este ano, servindo de referência para políticas públicas voltadas à recuperação ambiental, à segurança hídrica e ao desenvolvimento sustentável das áreas mais vulneráveis do semiárido brasileiro.

Participaram da etapa maranhense representantes da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema), da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), da Casa Civil, do Ministério Público, além de estudantes, pesquisadores, produtores rurais e entidades da sociedade civil.