COLÔMBIA

Decisão sobre suspensão provisória de Petro abre disputa jurídica na Colômbia

Comissão da Câmara determinou afastamento até 21 de junho, mas o governo contesta a validade da medida

Por Sputnik Brasil Publicado em 10/06/2026 às 12:40
Gustavo Petro enfrenta controvérsia jurídica após decisão de comissão na Colômbia © AP Photo / Fernando Vergara

A Comissão de Acusações da Câmara colombiana determinou a suspensão provisória do presidente Gustavo Petro até 21 de junho, em uma investigação sobre suposta interferência política. A medida, no entanto, provocou controvérsia jurídica no país e é contestada pelo governo.

“Fica decretada a suspensão provisória do sr. Gustavo Francisco Petro Urrego, no exercício de suas funções como presidente da República”, afirma o documento da Comissão de Investigações e Acusações da Câmara dos Deputados, assinado por sua presidente, Gloria Arizabaleta, e divulgado pela imprensa.

A medida cautelar foi tomada no âmbito de uma investigação sobre “suposta conduta grave por interferência política” do presidente. A decisão deve permanecer em vigor até 21 de junho, até a conclusão do segundo turno das eleições presidenciais.

Apesar da determinação, a validade da decisão gerou um acalorado debate jurídico na Colômbia.

“Legalmente, a Comissão de Acusações não pode suspender o presidente, pois é uma comissão de investigação. Somente o Senado pode fazê-lo após a Câmara dos Deputados ter atuado como órgão acusador, seja criminal ou disciplinar”, afirmou o ministro do Interior colombiano, Armando Benedetti, em sua conta nas redes sociais.

Segundo Benedetti, a Comissão de Acusações não pode suspender o presidente, “e muito menos a vontade de um único representante”.

Por Sputinik Brasil