POLÍTICA FISCAL

Durigan rebate cálculo sobre valores fora do arcabouço fiscal

Ministro afirmou que a regra fiscal vem sendo cumprida desde 2024 e comentou conversa com Davi Alcolumbre sobre a PEC dos templos.

Por Estadao Conteudo Publicado em 10/06/2026 às 11:34
Ministro da Fazenda, Dario Durigan Reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira, 10, que não procede a afirmação de que o governo teria retirado mais de R$ 200 bilhões do arcabouço fiscal. Segundo ele, a informação é incorreta e a meta fiscal permaneceu inalterada, mesmo com a guerra no Irã.

“Isso é desinformação. O arcabouço fiscal está sendo cumprido com todo rigor desde 2024, que foi o primeiro ano que a gente teve o arcabouço fiscal com plena vigência durante um ano. A gente cumpriu a meta, que muita gente inclusive na época dizia que não ia ser cumprida, que era de zerar o déficit, foi cumprida no ano passado, em 2025”, afirmou o ministro.

Durigan também disse que os cálculos citados são feitos por poucos economistas e não representam o mercado financeiro. “Várias dessas contas, veja, é um outro economista, não é nem o mercado quem diz, é um economista que está soltando relatório a respeito disso e que confunde, em vez de esclarecer”, completou.

O ministro informou ainda que conversou na noite de terça-feira com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos templos, que prevê imunidade tributária para locais religiosos e suas redondezas. O texto foi aprovado na terça-feira pela Câmara dos Deputados.

Questionado sobre uma possível inclusão do tema na pauta do Senado, Durigan afirmou que essa pergunta deveria ser dirigida ao presidente Alcolumbre.