Câmara dos EUA envia a Trump pacote de quase US$ 70 bilhões para fiscalização migratória
Projeto aprovado por 214 votos a 212 prevê recursos para o ICE, a Patrulha de Fronteira e custos imprevistos
A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, por margem apertada, na terça-feira (9), um projeto de lei que destina quase US$ 70 bilhões à fiscalização migratória. O texto foi enviado ao presidente Donald Trump para sanção e reforça a agenda de deportações do governo pelo restante de seu mandato.
Com maioria republicana, a proposta foi aprovada por 214 votos a 212, apesar da oposição dos democratas. O projeto financia, por três anos, duas agências do Departamento de Segurança Interna. Trump deve sancionar a medida nesta quarta-feira.
De acordo com a Casa Branca, o pacote prevê US$ 38 bilhões para o Immigration and Customs Enforcement (ICE), US$ 26 bilhões para a Patrulha de Fronteira (Border Patrol) e outros US$ 5 bilhões para cobrir custos imprevistos.
A medida antecipa o financiamento anual de rotina e garante um fluxo de recursos praticamente ininterrupto enquanto o governo Trump busca deportar cerca de 1 milhão de pessoas por ano.
O presidente da Câmara, Mike Johnson, precisou manter a bancada unida e com quórum praticamente completo para concluir semanas de negociações.
A tramitação foi atrasada por uma previsão de mais de US$ 1 bilhão para a segurança da Casa Branca, incluindo o novo salão de baile de Trump, e por um fundo de US$ 1,8 bilhão para indenizar aliados do presidente que afirmam ter sido investigados e processados injustamente.
Essas propostas, consideradas politicamente tóxicas, foram retiradas do texto. Com isso, o projeto passou a se concentrar exclusivamente na fiscalização migratória, tema tratado pelos republicanos como uma linha divisória entre os dois principais partidos e visto como aposta para as eleições de meio de mandato deste ano.
Fonte: Associated Press.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.