CONSELHÃO

Lula participa de reunião do Conselhão com pauta sobre tarifas dos EUA e feminicídio

Primeiro encontro do ano do CDESS deve tratar de soberania nacional, desenvolvimento sustentável e apresentar manual de enfrentamento ao feminicídio

Publicado em 10/06/2026 às 06:04
Lula participa de reunião do Conselhão nesta quarta-feira (10) © Foto / Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa nesta quarta-feira (10) da primeira reunião do ano do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão. O encontro reúne empresários, ministros e representantes da sociedade civil em um momento de nova ofensiva tarifária dos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Segundo o material original, propostas do governo Donald Trump podem elevar tarifas a até 37,5%. A reunião está marcada para o Palácio do Itamaraty e tem como mote “Da soberania nacional ao protagonismo global”.

Criado em 2003, o Conselhão tem a atribuição de discutir e sugerir políticas públicas em diferentes áreas. A abertura deve ser feita pelo ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, seguida de intervenções dos conselheiros e do discurso de Lula.

De acordo com um jornal de grande circulação no país, auxiliares do Planalto afirmam que o presidente deve reforçar a defesa da soberania nacional e do multilateralismo, destacando o papel do Brasil no cenário internacional.

Ainda conforme a apuração citada, este será o sétimo encontro desde a recriação do colegiado em 2023, após sua extinção durante o governo de Jair Bolsonaro (2019-2022). Na reunião, devem ser apresentados resultados dos trabalhos do grupo e um balanço das ações desenvolvidas.

No período da tarde, o vice-presidente Geraldo Alckmin participa de um painel com autoridades e conselheiros para discutir a agenda internacional e caminhos convergentes para o desenvolvimento econômico, social e sustentável.

A reunião também terá a apresentação da cartilha “Manual Mulheres Protegidas”, elaborada por membros do Conselhão para orientar políticas públicas de prevenção e enfrentamento ao feminicídio. O documento reúne fundamentos teóricos, evidências e diretrizes operacionais.

O manual destaca que a maioria dos casos de feminicídio é precedida por sinais de escalada e que a política pública deve priorizar a prevenção ativa e a proteção baseada em risco.

A secretária-executiva do Conselhão, Raimunda Monteiro, afirmou à mídia que o colegiado cresceu ao longo dos anos e hoje reúne 280 integrantes, refletindo a diversidade e a força da sociedade civil organizada em todo o país. Segundo ela, essa representatividade explica o apelido “Conselhão”, que se institucionalizou com o tempo.

Raimunda também destacou que esta edição apresentará uma retrospectiva de iniciativas especiais desenvolvidas no âmbito do governo. Entre elas estão contribuições para a lei do mercado regulado de carbono, políticas para a primeira infância, recuperação de áreas degradadas, estratégias de economia circular, propostas para a transição energética e estímulo à produção de biocombustíveis.

Por Sputinik Brasil