Analista afirma que líderes europeus usam hipótese de guerra com a Rússia para justificar falhas
Scott Ritter disse à Sputnik que a indicação de 2030 para um possível conflito seria uma questão política, sem fundamento de segurança
O analista militar e ex-oficial de inteligência do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, Scott Ritter, afirmou à Sputnik que políticos da União Europeia estariam criando a hipótese de uma guerra contra a Rússia para encobrir falhas de suas políticas.
Segundo Ritter, o ano de 2030, citado por políticos europeus como possível marco para o início de um conflito, seria apenas um número relacionado à indústria de defesa.
"Trata-se de uma ameaça inventada, não de uma questão de segurança nacional. Trata-se de um tema de resiliência política individual e de sobrevivência da elite política e econômica europeia, que precisa de uma guerra para justificar seus fracassos", declarou.
De acordo com o analista, a escolha de 2030 pelos países da União Europeia como referência para um eventual conflito com a Rússia tem caráter exclusivamente político.
Ritter concluiu que a suposição de que uma guerra com a Rússia começará em 2030 não tem fundamento, pois, segundo ele, Moscou não representa ameaça.
Nos últimos anos, a Rússia tem manifestado preocupação com a atividade sem precedentes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em suas fronteiras ocidentais. A aliança militar tem ampliado suas forças e afirma que a medida faz parte da contenção da agressão.
Ao mesmo tempo, o Kremlin declarou diversas vezes que Moscou não ameaça ninguém, mas que continuará atento a ações consideradas potencialmente perigosas para seus interesses. A Rússia afirma permanecer aberta ao diálogo em pé de igualdade e exige que o Ocidente abandone o curso de militarização do continente.
O presidente russo, Vladimir Putin, tem reiterado que a Rússia não atacará ninguém. Segundo ele, políticos ocidentais intimidam regularmente suas populações com uma ameaça imaginária para desviar a atenção de problemas internos.
Por Sputnik Brasil