STJ nega habeas corpus e mantém Deolane Bezerra presa em São Paulo
Influenciadora é investigada na Operação Vérnix, que apura suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à cúpula do PCC
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, nesta terça-feira, 9, o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa da influenciada Deolane Bezerra. Com a decisão, ela permanece presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo.
Deolane está detida há 19 dias, após ser alvo da Operação Vérnix , do Ministério Público de São Paulo. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado à cúpula do PCC.
A defesa da influenciada, conduzida pelo advogado Aury Lopes Jr., ainda não se manifestou sobre a decisão da Corte. O espaço está aberto para manifestação.
No fim de maio, a Polícia Civil de São Paulo indiciou Deolane, o líder máximo do PCC, Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e outras cinco pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa. A apuração investiga a atuação de uma transportadora de valores em Presidente Venceslau, no interior paulista, próxima à penitenciária federal da cidade, que teria movimentado R$ 327 milhões ligados à facção.
Deolane nega enfaticamente qualquer relação com o PCC e afirma que "não é bandida". Após a operação, Marcola declarou que não conhece a influenciada e disse estar indignado com as denúncias da Polícia Civil.
De acordo com a investigação, o conjunto de imagens e informações publicadas nas redes sociais de bens influenciados, que tem 20 milhões de seguidores, “revela um padrão reiterado de ostentação de alto valor econômico, incompatível, em tese, com a capacidade financeira formalmente declarada, o que se mostra relevante sob a ótica da perseguição penal exposta aos crimes de lavagem de capitais e ocultação de patrimônio”.
A Operação Vérnix foi deflagrada por uma força-tarefa da Delegacia-Geral de Polícia e da Procuradoria-Geral de Justiça. Segundo a investigação, há laços estreitos da influenciadora com a cúpula do PCC.
Além dos sete indiciamentos, a Polícia Civil solicita novas medidas à Justiça. Entre os pedidos estão a ampliação do bloqueio de bens dos investigados e o compartilhamento das informações da investigação com a Polícia Federal, após a identificação de suspeitos de possíveis crimes tributários.