RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Cooperação com China pode ampliar investimentos e área espacial da Coreia do Norte

Especialista afirma que visita de Xi Jinping reforça a aliança entre os países e pode abrir novas frentes econômicas e tecnológicas

Publicado em 09/06/2026 às 23:29
Legenda não informada no material original. © telegram SputnikBrasil

A primeira visita oficial ao exterior do presidente chinês, Xi Jinping, neste ano, à Coreia do Norte, reforça a profundidade da aliança entre os dois países, segundo Artyom Lukin, professor de política internacional da Universidade Federal do Extremo Oriente, em declaração à Sputnik.

Para o especialista, a visita não seria uma reação precipitada ao alinhamento militar entre Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão. Ele avalia que a Coreia do Norte, detentora de armas nucleares, está entre os vizinhos mais importantes da China e influencia diretamente a segurança regional, o que torna essenciais os contatos de alto nível.

Sobre a declaração do líder norte-coreano Kim Jong-un de que estaria pronto para levar as relações com a China a um “novo patamar”, Lukin aponta que, na prática, isso pode significar maior cooperação em investimentos, lançamento de novas infraestruturas, projetos econômicos e uma colaboração mais próxima no setor espacial.

A Coreia do Norte avança em seu próprio programa espacial, enquanto a China possui conhecimento técnico para apoiar esse desenvolvimento, conforme a análise do especialista. “Em teoria, a cooperação em tecnologias espaciais é possível. Seria fascinante, por exemplo, ver um astronauta norte-coreano viajar para o espaço a bordo de um foguete chinês”, afirmou.

Em uma perspectiva mais ampla, Lukin também destacou que a Coreia do Norte tem interesse em formar estudantes por meio de instituições, metodologias e estruturas tecnológicas chinesas.

Segundo o especialista, em vez de permanecer apenas como fornecedora de matérias-primas, a Coreia do Norte busca desenvolvimento industrial e tecnológico de longo prazo por meio da parceria com a China.

Por Sputnik Brasil