PAUTAS FISCAIS

Durigan alerta líderes do Congresso sobre impacto fiscal de projetos

Ministro disse ter tratado com Davi Alcolumbre sobre propostas em tramitação e pediu responsabilidade fiscal nas pautas legislativas

Publicado em 09/06/2026 às 21:57
O ministro da Fazenda, Dario Durigan © Foto / Washington Costa / Ministério da Fazenda

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou na noite desta terça-feira, 9, que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre uma lista de projetos com impacto fiscal considerado relevante. A reunião ocorreu no início da tarde.

Segundo Durigan, ele apresentou indicadores da economia brasileira diante do cenário internacional. Ao deixar a sede da pasta, o ministro disse que o governo tem concentrado esforços para proteger a população e que precisa contar com a colaboração de Alcolumbre e de Hugo Motta, presidente da Câmara, em relação à responsabilidade fiscal das pautas em discussão no Congresso.

“Nós temos direcionado os esforços do governo para proteger a população das mais diversas maneiras possíveis e é preciso contar com a colaboração dele e do presidente Hugo Motta, presidente da Câmara, com relação à responsabilidade fiscal das pautas que estão aparecendo no Congresso”, afirmou.

Durigan disse ainda ter demonstrado preocupação com projetos e PECs apresentados por senadores e deputados, inclusive da base do governo. Para ele, algumas propostas podem misturar demandas de setores com o momento político eleitoral.

“Apontei a preocupação, inclusive, com vários projetos e PECs que foram apresentados por senadores e na Câmara dos Deputados da base do governo, inclusive, e que muitas vezes acabam confundindo um momento político eleitoral em que se quer dar respostas a setores, mas a gente não pode perder de vista a responsabilidade fiscal com o País, com a economia como um todo”, declarou.

Entre as propostas citadas pelo ministro estão a renegociação das dívidas rurais, projetos que buscam instituir pisos salariais nacionais para diversas profissões e a ampliação da imunidade tributária de entidades religiosas.

“A gente não pode confundir um momento em que se quer, de maneira muitas vezes legítima, dar respostas para os setores, para as respectivas bases, mas a gente não pode botar a economia do País em risco por conta dessas pautas”, disse.

Na sequência, Durigan afirmou confiar na condução do presidente do Senado e na compreensão de Alcolumbre sobre o momento sensível no mundo. Segundo ele, a agenda do Congresso também precisa de atenção para evitar impactos negativos na economia.

“Se a gente não cuidar também da agenda do Congresso, nós podemos ter um impacto muito ruim para a economia e, de roldão, pegar esses setores que muitas vezes pedem um benefício ou outro no Senado e no Congresso como um todo”, afirmou.

Por fim, o ministro agradeceu a Alcolumbre pela agenda, classificou o diálogo como “longo e muito construtivo” e disse considerar que o senador tem demonstrado sensibilidade com a pauta da equipe econômica e com a responsabilidade fiscal.