PREVIDÊNCIA

Rioprevidência destina sobra de custeio ao pagamento de aposentadorias e pensões

Autarquia também informou que adotará critérios mais conservadores para aplicações do Fundo Administrativo

Publicado em 09/06/2026 às 19:10
Rioprevidência anunciou mudança no uso de recursos para pagamento de benefícios

O Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro, o Rioprevidência, anunciou nesta terça-feira (9) uma medida para direcionar recursos excedentes do fundo usado no custeio de despesas administrativas ao pagamento de benefícios previdenciários.

A autarquia, responsável por administrar e garantir aposentadorias e pensões dos servidores públicos estaduais do Rio de Janeiro, também informou que passará a adotar critérios mais conservadores em seus investimentos. O órgão foi recentemente citado no Caso Master pela suspeita de compra irregular de bilhões em letras de crédito.

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Segundo o Rioprevidência, pela nova regra, ao fim de cada mês, os valores do Fundo Administrativo que excederem 150% das despesas da autarquia nos 12 meses anteriores serão revertidos para o pagamento de aposentadorias e pensões.

A medida foi aprovada pela diretoria executiva do instituto no último dia 2. A expectativa é que cerca de R$ 100 milhões tenham essa nova destinação até o fim deste ano. A regra ainda será submetida ao Conselho de Administração do Rioprevidência, que tem sessão ordinária prevista para o fim de junho.

O diretor-presidente do Rioprevidência, Felipe Derbli, afirmou que a mudança, além de reforçar o pagamento dos benefícios, também funcionará como mecanismo de limitação das despesas no futuro.

A diretoria executiva também decidiu que os investimentos do Fundo Administrativo deverão seguir parâmetros mais conservadores, de curto prazo e com maior liquidez. De acordo com a autarquia, o objetivo é aumentar a segurança na aplicação dos recursos e impedir investimentos de maior risco.

“Não há sentido em submeter os recursos do custeio administrativo do Rioprevidência a investimentos de longo prazo, naturalmente mais arriscados”, afirmou Felipe Derbli.

Aplicações no Master

No dia 26 de maio, a Polícia Federal realizou a oitava fase da Operação Compliance Zero para investigar o envolvimento do ex-governador Cláudio Castro na aplicação irregular de cerca de R$ 3 bilhões do fundo de previdência dos servidores fluminenses em Letras de Crédito e fundos do Banco Master.

De acordo com relatório parcial da PF, entre outubro de 2023 e julho de 2024, o Rioprevidência realizou aportes de R$ 970 milhões em Letras Financeiras do Banco Master. As informações foram recebidas pelo ministro do STF André Mendonça, relator do Caso Master.

Posteriormente, de dezembro de 2024 a outubro de 2025, diante de entraves regulatórios, foram feitos novos aportes em fundos estruturados pelo mesmo grupo, no valor de R$ 2,01 bilhões.